Grupo protocolou pedido na Justiça de São Paulo após registrar prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre; empresa também confirmou fechamento de lojas
O grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo na noite deste domingo (16). A medida ocorre em meio a uma grave crise financeira, marcada por um prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026 e por aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
O pedido foi apresentado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em processos de falência e recuperação judicial. Segundo a companhia, a medida busca reorganizar as obrigações financeiras e garantir a continuidade das operações.
Prejuízo bilionário agravou crise financeira
O resultado registrado pela Casas Bahia no segundo trimestre representa um aumento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior. O prejuízo de R$ 10 bilhões foi 18 vezes maior na comparação anual.
Além do resultado negativo, a empresa enfrenta um cenário de restrição de crédito e aumento dos custos financeiros. Entre os fatores apontados pelo grupo para o agravamento da situação estão as altas taxas de juros, a redução da oferta de crédito, o aumento das despesas financeiras e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
Diante desse cenário, a companhia avalia a recuperação judicial como um instrumento para reorganizar suas finanças.
Casas Bahia confirma fechamento de lojas
A empresa também confirmou que haverá fechamento de lojas dentro do processo de reestruturação.
A estratégia faz parte das medidas adotadas para reduzir custos e melhorar a situação financeira do grupo, que busca preservar suas atividades enquanto negocia as dívidas com os credores.
Em comunicado, a companhia afirmou que o pedido representa mais uma etapa do processo de reorganização financeira e tem como objetivo preservar a continuidade das atividades empresariais.
Pedido envolve outras empresas do grupo
A recuperação judicial não se limita à principal empresa do conglomerado. O documento apresentado à Justiça também inclui outras companhias ligadas ao grupo.
Entre elas estão empresas das áreas de logística, comércio eletrônico, tecnologia, serviços e fabricação de móveis, como ASAP Log, Cnova Comércio Eletrônico, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.
A inclusão das empresas busca concentrar o processo de reestruturação das obrigações do grupo.
Casas Bahia já passou por recuperação extrajudicial
Esta não é a primeira vez que a companhia recorre a mecanismos de renegociação de dívidas.
Em 2024, a Casas Bahia realizou uma recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
Agora, diante do aumento do endividamento e do prejuízo registrado, a empresa recorre à recuperação judicial para tentar reorganizar sua estrutura financeira e manter as operações.
O que acontece agora?
Com o pedido protocolado, a Justiça de São Paulo deverá analisar a solicitação e os documentos apresentados pela companhia. Caso o processo seja aceito, será iniciado um procedimento para organizar a negociação das dívidas com os credores, conforme as regras da recuperação judicial.
A empresa busca, dessa forma, ganhar condições para reorganizar suas finanças, reduzir a pressão das dívidas e manter suas atividades.







