Papéis do Banco de Brasília fecharam cotados a R$ 3,02, refletindo os impactos da crise desencadeada após investigações envolvendo a instituição
As ações do Banco de Brasília (BRB) seguem em forte desvalorização e encerraram a última sexta-feira (3) cotadas a R$ 3,02. O valor representa uma queda de aproximadamente 92% em relação ao registrado há cinco anos, quando os papéis eram negociados a R$ 38.
A trajetória de baixa se intensificou após a instituição passar a enfrentar a maior crise de sua história, desencadeada pelas investigações relacionadas à aquisição de carteiras de crédito do Banco Master. O prejuízo estimado, até o momento, é de R$ 8,8 bilhões.
A série histórica das ações ordinárias do BRB teve início em 2017, quando o valor nominal era de R$ 1,46. O pico foi alcançado em janeiro de 2021, quando os papéis chegaram a R$ 107,69. Desde então, os ativos passaram por sucessivas quedas, acumulando perdas expressivas para os investidores.
Investigações e impacto financeiro
A crise ganhou força após a deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. As investigações apontaram supostas irregularidades envolvendo operações entre o BRB e o Banco Master.
O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado por decisão judicial e posteriormente preso. Segundo as investigações, ele teria recebido vantagens indevidas para favorecer interesses do banco privado na realização de operações com recursos públicos. O caso segue sendo apurado pelas autoridades.
Governo tenta evitar agravamento da crise
Em meio ao cenário de dificuldades financeiras, o Governo do Distrito Federal busca viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para reforçar o capital do banco e evitar um agravamento da situação financeira.
Embora um acordo tenha sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a operação ainda depende da assinatura do contrato e enfrenta resistência de instituições financeiras responsáveis pelas garantias da negociação.
Enquanto as tratativas continuam, as ações do BRB permanecem pressionadas no mercado, refletindo a preocupação dos investidores com o futuro da instituição.







