Onda de calor histórica deixa mais de 1,3 mil mortos na Europa e acende alerta da OMS

Onda de calor histórica deixa mais de 1,3 mil mortos na Europa e acende alerta da OMS
Onda de calor histórica deixa mais de 1,3 mil mortos na Europa e acende alerta da OMS

A intensa onda de calor que atinge diversos países da Europa já provocou mais de 1,3 mil mortes e levou autoridades de saúde e meteorologia a emitirem alertas para a população. Segundo estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as temperaturas extremas registradas nas últimas semanas contribuíram diretamente para o aumento das mortes, principalmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e grupos mais vulneráveis.

Países como Alemanha, Polônia e República Tcheca registraram recordes históricos de temperatura, enquanto outras nações europeias enfrentam incêndios florestais, sobrecarga nos sistemas de saúde e impactos na infraestrutura devido ao calor intenso.

Temperaturas bateram recordes

Em várias regiões da Europa Central, os termômetros ultrapassaram os 40°C, marca considerada incomum para o período. As altas temperaturas provocaram o fechamento de escolas, restrições em atividades ao ar livre e reforço nos atendimentos médicos relacionados à desidratação, insolação e complicações cardiovasculares.

Além das mortes registradas, o calor extremo também afetou o transporte ferroviário, o fornecimento de energia elétrica e aumentou o risco de incêndios em áreas florestais.

OMS faz alerta

A Organização Mundial da Saúde alertou que as ondas de calor estão entre os eventos climáticos mais letais do planeta e que seus impactos tendem a se tornar cada vez mais frequentes e intensos em razão das mudanças climáticas.

Segundo o órgão, a adoção de planos de prevenção, ampliação dos sistemas de alerta e medidas para proteger a população vulnerável são fundamentais para reduzir o número de vítimas durante episódios de calor extremo.

Especialistas relacionam fenômeno às mudanças climáticas

Pesquisadores afirmam que eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes em consequência do aquecimento global. Embora não seja possível atribuir um único episódio exclusivamente às mudanças climáticas, os cientistas apontam que o aumento da temperatura média do planeta favorece ondas de calor mais longas, intensas e recorrentes.

Governos europeus seguem monitorando a evolução das condições meteorológicas e orientam a população a manter hidratação constante, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e buscar locais climatizados sempre que possível.

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