Inverno em Goiás terá calor intenso, umidade de até 10% e risco elevado de queimadas

Inverno em Goiás terá calor intenso, umidade de até 10% e risco elevado de queimadas
Inverno em Goiás terá calor intenso, umidade de até 10% e risco elevado de queimadas

O inverno começou oficialmente neste domingo (21) em Goiás trazendo um cenário bem diferente do que muitos associam à estação mais fria do ano. De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), os próximos três meses serão marcados por temperaturas acima da média, umidade do ar em níveis críticos e aumento significativo do risco de queimadas em todo o estado.

A estação, que segue até 22 de setembro, será influenciada pelo fenômeno El Niño, responsável por intensificar períodos de estiagem e favorecer ondas de calor mais frequentes. O prognóstico também acende um alerta para possíveis impactos no abastecimento de água, na agricultura e na saúde da população.

Temperaturas acima da média durante o inverno

Apesar de ser tradicionalmente associado ao frio, o inverno goiano deverá registrar tardes mais quentes do que o normal. Segundo o Cimehgo, uma massa de ar seco e quente permanecerá predominando sobre a região Centro-Oeste, contribuindo para o aumento das temperaturas principalmente nos meses de julho, agosto e setembro.

A tendência é de dias ensolarados, baixa formação de nuvens e longos períodos sem chuva, cenário que favorece o aquecimento do solo e a elevação das temperaturas máximas em diversas regiões do estado.

Umidade do ar pode atingir níveis críticos

Um dos principais pontos de preocupação é a queda acentuada da umidade relativa do ar. Conforme o boletim meteorológico, os índices poderão atingir apenas 10% durante as tardes mais secas.

O percentual é considerado crítico pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda atenção especial quando os índices ficam abaixo de 20%.

Com a baixa umidade, aumentam os riscos de problemas respiratórios, irritações nos olhos, ressecamento da pele, sangramentos nasais e agravamento de doenças pulmonares. Especialistas recomendam reforçar a hidratação, evitar atividades físicas nos horários mais quentes e utilizar umidificadores ou recipientes com água nos ambientes.

Risco de queimadas preocupa autoridades

Outro efeito esperado para o período é o aumento expressivo dos focos de incêndio. A vegetação seca, aliada às altas temperaturas e à falta de chuvas, cria condições ideais para a propagação das queimadas.

O Cimehgo alerta que o inverno de 2026 pode registrar crescimento nos incêndios florestais, afetando áreas urbanas e rurais. Além dos danos ambientais, a fumaça gerada pelas queimadas compromete a qualidade do ar e pode provocar problemas respiratórios, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

A formação da chamada névoa seca também deve se tornar frequente nas próximas semanas, reduzindo a visibilidade em rodovias e aumentando os riscos de acidentes.

Estiagem pode impactar rios e produção agrícola

A redução das chuvas durante o inverno também deve provocar queda nos níveis dos rios, córregos e reservatórios em Goiás. O cenário exige atenção de órgãos responsáveis pela gestão hídrica e do setor agropecuário.

Segundo o Cimehgo, a influência do El Niño reforça a necessidade de planejamento para minimizar os impactos da estiagem prolongada, especialmente em regiões que dependem da irrigação para a produção agrícola.

Cuidados recomendados durante o inverno

Diante do cenário previsto para os próximos meses, especialistas orientam a população a adotar medidas preventivas para reduzir os impactos do tempo seco:

  • Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede;
  • Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • Utilizar protetor solar diariamente;
  • Umidificar ambientes fechados;
  • Evitar queimadas e denunciar focos de incêndio;
  • Redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

Com calor acima da média, baixa umidade e maior risco de incêndios, o inverno de 2026 promete ser um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos para Goiás.

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