Um homem identificado como Carlito da Silva Santos morreu após um confronto com policiais militares na tarde de sexta-feira (26), no bairro Santa Rita, em Campo Maior, no Norte do Piauí. Durante a ocorrência, um policial militar foi atingido por um golpe de facão e precisou passar por cirurgia. O caso é investigado pela Polícia Civil e também pela Corregedoria da Polícia Militar.
De acordo com a Polícia Militar, equipes do 15º Batalhão foram acionadas por volta das 14h para atender uma denúncia de briga entre familiares em uma residência localizada na Rua Pedro Quadros. Ao chegarem ao local, os militares encontraram Carlito armado com um facão e em comportamento considerado agressivo. Testemunhas relataram que ele apresentava sinais de um possível surto psicótico, informação que ainda será apurada durante as investigações.
Tentativas de contenção
Segundo a corporação, antes do uso de arma de fogo os policiais adotaram medidas graduais para tentar controlar a situação. Inicialmente, deram ordens para que o homem largasse o facão e se rendesse. Como ele não obedeceu, foi utilizado um dispositivo de incapacitação elétrica (taser). Em seguida, os agentes efetuaram disparos com munição de menor potencial ofensivo, mas, conforme o relato oficial, nenhuma das alternativas conseguiu interromper o avanço do suspeito.
Ainda conforme a PM, Carlito continuou investindo contra a equipe e atingiu um dos policiais na região do ombro com um golpe de facão. Diante da agressão e do risco iminente aos militares e às pessoas que estavam próximas, outros policiais efetuaram disparos de arma de fogo para conter a ação. O homem foi atingido e morreu ainda no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e apenas constatou o óbito.
Policial passou por cirurgia
O policial ferido recebeu atendimento ainda no local e foi encaminhado ao Hospital Regional de Campo Maior. Segundo a Polícia Militar, ele passou por cirurgia e permanece em recuperação, sem risco de morte. Outros agentes envolvidos na ocorrência sofreram escoriações leves durante a ação e também receberam atendimento médico.
Corregedoria acompanha o caso
Como ocorre em toda ocorrência com resultado morte envolvendo intervenção policial, a Corregedoria da Polícia Militar instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da ação. O procedimento irá analisar se os protocolos de uso progressivo da força foram seguidos e se houve legítima defesa ou eventual excesso na atuação dos policiais. Paralelamente, a Polícia Civil também conduz investigação para esclarecer toda a dinâmica dos fatos.
Em nota, a Polícia Militar informou que adotou inicialmente técnicas de negociação e instrumentos de menor potencial ofensivo, recorrendo ao uso da força letal apenas após o esgotamento dessas alternativas e diante da ameaça considerada iminente à integridade física dos policiais e das pessoas presentes. A corporação lamentou o desfecho da ocorrência e reafirmou que toda perda de vida humana representa um resultado indesejado.







