Doze mulheres que passaram pela retirada da mama durante o tratamento contra o câncer terão a oportunidade de realizar gratuitamente a reconstrução mamária neste sábado (24), no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia. Os procedimentos serão realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), das 7h30 às 19h, com a participação de 20 cirurgiões voluntários.
A iniciativa chega à 11ª edição e integra a programação do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, prevenção e diagnóstico precoce. Realizado desde 2016, o Mutirão de Reconstrução Mamária já beneficiou mais de 160 pacientes.
Mutirão integra programação do Outubro Rosa
O projeto foi idealizado pelos cirurgiões plásticos Bruno Carvalho e Pablo Rassi. A proposta é ampliar o acesso à reconstrução mamária para mulheres que precisaram passar pela mastectomia e não conseguiram realizar o procedimento na mesma ocasião.
Segundo Bruno Carvalho, a reconstrução pode contribuir para a recuperação da autoestima, da identidade feminina e do bem-estar emocional das pacientes após o tratamento oncológico.
A ação também busca reduzir o tempo de espera por cirurgias na rede pública de saúde. Neste ano, serão utilizadas seis salas do centro cirúrgico, com previsão de atendimento a 12 mulheres.
Quem pode participar?
As pacientes atendidas nesta edição já foram selecionadas e encaminhadas ao serviço de Cirurgia Plástica por meio das secretarias municipal ou estadual de Saúde, das unidades básicas de saúde ou das equipes de oncologia do próprio Hospital Araújo Jorge.
Não é necessário ter realizado a mastectomia no hospital, mas é preciso ter vínculo com Goiânia e seguir o fluxo de encaminhamento da rede pública.
Mulheres que têm interesse em realizar a reconstrução mamária devem procurar a equipe médica responsável pelo tratamento oncológico para avaliar a indicação da cirurgia e receber orientações sobre o encaminhamento.
A seleção considera o histórico da mastectomia e as condições clínicas de cada paciente. Entre os fatores avaliados estão exames laboratoriais, histórico familiar, exame físico e possíveis contraindicações, como diabetes e pressão alta descontroladas e anemia.
Cirurgias podem durar até seis horas
De acordo com o cirurgião Bruno Carvalho, os procedimentos são de alta complexidade e podem durar de três a seis horas. Por isso, a quantidade de pacientes atendidas depende da disponibilidade dos profissionais, da estrutura hospitalar e das condições clínicas das mulheres.
Além dos cirurgiões plásticos, o mutirão envolve equipes de psicologia, assistência social, mastologia, oncologia, radioterapia e enfermagem. Ao longo da trajetória do projeto, mais de 155 cirurgiões já participaram da iniciativa, incluindo profissionais de Goiânia e de outros estados.
Reconstrução pode ocorrer junto à retirada da mama
Quando há condições clínicas e técnicas, a reconstrução mamária pode ser realizada na mesma cirurgia da mastectomia. Entretanto, algumas pacientes precisam adiar o procedimento por questões de saúde ou pela necessidade de tratamentos complementares, como quimioterapia e radioterapia.
Dependendo da indicação médica, a reconstrução também pode incluir procedimentos na aréola e no mamilo, além de intervenções para melhorar a simetria entre as mamas.
A legislação brasileira assegura às mulheres que tiveram a mama retirada total ou parcialmente em decorrência do câncer o direito à reconstrução mamária pelo SUS, conforme as condições e indicações médicas.
Outubro Rosa reforça prevenção e diagnóstico precoce
Em 2026, a campanha Outubro Rosa do Hospital Araújo Jorge tem como lema “Você em primeiro plano”. A programação destaca a importância do cuidado com a saúde, do diagnóstico precoce e da avaliação médica, especialmente entre mulheres com histórico familiar de câncer de mama.
Além de ampliar o acesso à reconstrução mamária, o mutirão reforça a importância de garantir assistência às pacientes durante as diferentes etapas do tratamento contra a doença.







