Família afirma que jovem de 16 anos foi agredido enquanto exercia suas funções como aprendiz; Polícia Militar instaurou procedimento para apurar a conduta do sargento.
A mãe do adolescente de 16 anos agredido por um policial militar dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, no sudeste de Goiás, usou as redes sociais para desabafar sobre o caso e cobrar justiça. O episódio, registrado por câmeras de segurança na manhã de quinta-feira (16), ganhou grande repercussão após as imagens mostrarem o momento em que o jovem é agredido enquanto trabalhava.
Em sua publicação, a mãe reconheceu que o filho já cometeu erros no passado, como pilotar motocicleta sendo menor de idade e sem habilitação, mas ressaltou que ele respondeu por essas atitudes e que nada justifica a violência sofrida.
Mãe afirma que filho estava trabalhando
Segundo o relato da família, o adolescente chegou ao estabelecimento por volta das 7h30 para abrir a loja onde atua como jovem aprendiz há cerca de três meses.
A mãe afirmou que ficou profundamente abalada ao assistir às imagens da agressão.
“Meu filho estava trabalhando. Ele já errou, assumiu as consequências, mas nenhuma mãe espera ver o filho ser tratado com tanta violência”, escreveu.
Ela destacou ainda que a família já constituiu advogados e que todas as medidas judiciais cabíveis foram adotadas para que os responsáveis sejam responsabilizados.
Câmeras registraram toda a ação
As imagens mostram uma viatura da Polícia Militar estacionando em frente ao comércio. Na sequência, um sargento entra na loja e inicia uma abordagem ao adolescente, alegando que teria sido “encarado” pelo jovem.
Durante a ação, o policial desfere tapas, empurra o adolescente contra a parede, o derruba no chão, aplica chutes e faz ameaças.
Em um dos momentos registrados pelas câmeras, o militar afirma:
“Todo vagabundo trabalha com coisa de moto.”
Em seguida, também diz:
“Polícia aqui mata mais que o capeta.”
Ainda conforme as imagens, o sargento manda o adolescente pedir demissão, ofende o patrão e a mãe da vítima e, antes de deixar o local, arremessa uma cadeira na direção do jovem.
Adolescente recebeu atendimento
Após a saída do policial, o adolescente permaneceu caído no chão até a chegada de uma colega de trabalho, que prestou os primeiros auxílios.
A vítima sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e o caso foi registrado na Polícia Civil, que investigará a ocorrência.
Segundo o próprio adolescente, ele nunca havia tido contato com o policial antes daquele dia.
Polícia Militar abriu investigação
Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que o sargento foi encaminhado ao batalhão para prestar esclarecimentos e que instaurou procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do militar.
A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta praticados por integrantes da instituição e reforçou que o caso será investigado conforme os protocolos internos.
A investigação também seguirá na esfera da Polícia Civil, que irá analisar as imagens e demais provas para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.







