A estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schnider, de 29 anos, presa por atropelar e matar Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho (RO), enviou mensagens de áudio a um grupo de WhatsApp afirmando que havia avisado que cometeria o crime. O caso ocorreu na tarde de terça-feira (1º) e é investigado pela Polícia Civil de Rondônia.
Segundo as investigações, a vítima chegou a ser socorrida, mas morreu horas depois em decorrência dos ferimentos provocados pelo atropelamento.
Áudios enviados após o crime
Após o atropelamento, Vitória encaminhou áudios para um grupo de WhatsApp nos quais afirmou que havia alertado sobre sua intenção.
Em uma das gravações, a estudante declarou:
“Avisei 10 vezes que, se não parassem de me chamar de louca, eu ia atropelar.”
Em outro trecho, ela ainda insultou os integrantes do grupo com mensagens ofensivas.
Até a publicação desta reportagem, a defesa da suspeita não havia se manifestado sobre o caso.
Homem morreu após ser prensado entre carro e parede
De acordo com a investigação, momentos antes do crime, moradores do condomínio perceberam que a estudante apresentava comportamento alterado. Testemunhas relataram que ela bateu contra o portão de entrada do residencial e chegou a afirmar que mataria todos que estavam no local.
Na sequência, a suspeita retornou para casa, passou a arremessar garrafas contra o imóvel da vítima e, pouco depois, voltou dirigindo um carro.
Segundo a Polícia Civil, ela acelerou o veículo contra o portão da residência de Odair por duas vezes, destruiu a estrutura metálica e invadiu o imóvel.
O idoso ficou prensado entre o carro e uma parede. Ele foi socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Prisão da suspeita
Após o crime, Vitória Caroline Marangoni Schnider foi localizada na casa de um amigo, onde, segundo a polícia, teria tentado esconder o veículo utilizado no atropelamento.
Ainda conforme as autoridades, depois da prisão, a estudante se autolesionou dentro da viatura e, posteriormente, na cela da Central de Flagrantes.
Ela permanece presa, à disposição da Justiça, e deverá responder pelo crime de homicídio.
Caso segue sob investigação
A Polícia Civil de Rondônia continua apurando as circunstâncias do crime e colhendo depoimentos de testemunhas para esclarecer toda a dinâmica dos fatos.
A motivação do homicídio ainda faz parte da investigação, que também analisa os áudios enviados pela estudante e demais provas reunidas durante o inquérito.







