A Polícia Militar de São Paulo prendeu, na manhã deste domingo (28), três suspeitos de participação na tentativa de execução do tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel. As prisões ocorreram no bairro de Guaianases, na zona leste da capital paulista, menos de 24 horas após o ataque que deixou o policial gravemente ferido.
Segundo a corporação, os homens, de 52, 40 e 24 anos, teriam prestado apoio logístico e de transporte aos executores do atentado. Um dos suspeitos confessou participação no crime durante o depoimento. Já o investigado mais jovem deverá ser liberado após os procedimentos iniciais da investigação. Todos foram encaminhados ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz o caso e busca identificar os autores dos disparos.
Polícia investiga possível ligação com o PCC
Além das prisões, a Polícia Militar informou que trabalha com a hipótese de que parte dos envolvidos possua ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A corporação, no entanto, não divulgou oficialmente a identidade dos investigados nem confirmou qual teria sido a motivação do crime. As investigações apontam que a ação foi planejada previamente e que outros suspeitos ainda estão sendo procurados.
Em nota, a PM afirmou que as diligências continuam de forma ininterrupta até que todos os responsáveis pelo atentado sejam identificados e presos.
Relembre o atentado
Ronickson Pimentel foi baleado na cabeça na manhã de sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. De acordo com as investigações, o oficial deixava uma academia quando foi surpreendido por dois homens que estavam em uma motocicleta.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os criminosos se aproximam da vítima e efetuam diversos disparos antes de fugirem do local. A principal linha de investigação trata o caso como uma tentativa de execução.
Estado de saúde
Após o ataque, o tenente recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Segundo boletim médico divulgado neste domingo, Ronickson permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento neurológico contínuo. O quadro é considerado gravíssimo, porém estável. O policial passou por cirurgia logo após dar entrada na unidade hospitalar e segue recebendo cuidados intensivos.
Caso Eloá voltou a repercutir
O atentado também trouxe novamente à memória o caso Eloá Pimentel, que comoveu o país em 2008. Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel, jovem que morreu aos 15 anos após permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado durante um dos sequestros mais conhecidos da história recente do Brasil.
Desde que o atentado ocorreu, familiares, amigos e colegas de farda têm manifestado apoio ao policial nas redes sociais enquanto acompanham sua recuperação.
As investigações seguem sob responsabilidade do DHPP, que busca esclarecer a motivação do crime, identificar os executores dos disparos e verificar a participação de outros envolvidos.







