Vila Nova Futebol Clube é multado em R$ 30 mil pelo STJD
O Vila Nova Futebol Clube foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com multa de R$ 30 mil pelos incidentes registrados após a partida contra o Operário Ferroviário Esporte Clube, válida pela Série B do Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (24) pela 2ª Comissão Disciplinar, que optou por não aplicar a perda de mando de campo.
Punição por desordem no estádio
O clube goiano foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da responsabilidade por desordens em praças esportivas, incluindo o lançamento de objetos. Apesar da gravidade dos fatos, o STJD decidiu aplicar apenas a multa financeira, que poderia chegar a R$ 100 mil, afastando a possibilidade de perda de mando por até 10 jogos.
Caso de racismo marcou a partida
A confusão teve início após o atacante Berto, do Operário-PR, denunciar ter sido alvo de injúria racial durante o jogo realizado no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia. O jogador, natural de Cabo Verde, afirmou que foi chamado de “macaquinho” por um torcedor e acusou o ex-presidente do Vila Nova, Geso de Oliveira, de fazer gestos racistas.
Confusão generalizada após o jogo
Após a denúncia, houve confronto entre jogadores e torcedores. Objetos foram arremessados entre arquibancada e campo, ampliando o tumulto. Durante a confusão, Geso de Oliveira foi atingido e reagiu lançando uma garrafa, que acabou acertando o presidente do Operário-PR, Álvaro Góes, causando ferimentos.
Os envolvidos foram levados à Central de Flagrantes, onde foram registrados boletins de ocorrência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás.
Outras punições aplicadas
Além da multa ao Vila Nova, o STJD também julgou outros envolvidos. O atacante Berto recebeu suspensão de um jogo, convertida em advertência. Já o jogador Jhan Pool Torres foi punido com uma partida de suspensão por agredir o ex-dirigente do clube.
Outro caso analisado foi o do gandula André Fabrete Matochoco, suspenso por 20 dias por conduta considerada antidesportiva ao atrasar a reposição de bolas. O clube ainda foi multado em R$ 2 mil pelo episódio.







