Escândalo no Sudeste Goiano: Vereador de Urutaí é Indiciado por Estupro de Estagiária

Vereador de Urutaí é indiciado por estupro de estagiária
Vereador de Urutaí é indiciado por estupro de estagiária

Escândalo no Sudeste Goiano: Vereador de Urutaí é Indiciado por Estupro de Estagiária

A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito e indiciou o vereador Éder Alberto Jorge Pimenta (sem partido) pelo crime de estupro contra uma estagiária da Câmara Municipal de Urutaí. O caso, que tramita com base em investigações conduzidas em Pires do Rio, teve como prova decisiva um áudio gravado pela vítima, de 25 anos, no momento do crime. O parlamentar, que já foi expulso de sua antiga legenda (MDB), enfrenta agora as consequências criminais e políticas do ato.

Dinâmica do Crime e Provas Materiais

Segundo o delegado Elton Diogo Fonseca, o indiciado utilizou o pretexto de um trabalho fotográfico para atrair a jovem, que atuava no setor de marketing da Casa Legislativa. Sob a falsa promessa de realizar registros externos em Pires do Rio, o vereador conduziu a estagiária a um motel. No local, mesmo diante da resistência física e verbal da vítima — registrada na gravação enviada à polícia —, o agressor praticou os atos que caracterizam o crime. O depoimento da jovem detalha que ela foi segurada pelo pescoço e impedida de deixar o quarto.

Destituição e Quebra de Decoro Parlamentar

No âmbito administrativo, a Câmara Municipal de Urutaí agiu de forma célere. Em votação unânime realizada pela comissão processante, Éder Pimenta foi destituído do cargo de presidente da Mesa Diretora. O novo presidente da Casa, Lindomar Veloso (Podemos), reiterou que a conduta foi considerada incompatível com a dignidade do cargo, configurando grave quebra de decoro parlamentar e violação aos princípios de moralidade e probidade administrativa.

Defesa e Próximos Passos Jurídicos

A defesa do vereador manifestou-se afirmando que o indiciamento não representa condenação e que adotará as providências cabíveis após análise detalhada do processo. O caso agora segue para o Ministério Público, que decidirá pelo oferecimento da denúncia à Justiça. Se condenado, o parlamentar poderá cumprir pena de reclusão de 6 a 10 anos, conforme o Artigo 213 do Código Penal Brasileiro.

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