Gestão Fundeinfra: Governo de Goiás arrecada R$ 894 milhões em 2025, mas entrega apenas quatro obras
O conselho gestor do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), popularmente conhecido como a “taxa do agro”, divulgou o balanço consolidado de suas atividades referentes ao ano de 2025. O relatório aponta um vigoroso desempenho na arrecadação, somando R$ 894,8 milhões no ano, mas revela um ritmo de execução de obras que ainda não atingiu o ápice esperado pelo setor produtivo.
Arrecadação vs. Execução
Desde a sua criação, o Fundeinfra tornou-se o principal motor financeiro para a modernização logística do estado. Em 2025, o montante arrecadado superou as expectativas iniciais, consolidando um saldo em caixa de R$ 1,98 bilhão (valor acumulado desde 2023).
No entanto, o balanço de entregas físicas mostra que o governo estadual concluiu apenas quatro obras de grande porte em 2025:
GO-174: Pavimentação de trecho estratégico para o escoamento de grãos.
GO-403: Restauração e melhorias em sinalização.
GO-060: Recuperação asfáltica em trechos críticos.
GO-306: Implantação de asfalto em região de forte produção agrícola.
Gargalos e a “Lupa” do Setor Produtivo
A disparidade entre o dinheiro disponível (quase R$ 2 bilhões) e o número de obras concluídas (apenas 4 no ano) tem sido alvo de debates entre as entidades que compõem o conselho, como a Faeg e a Adial.
O governo justifica o ritmo alegando que a maior parte dos recursos está empenhada em projetos complexos que possuem ciclos de construção mais longos. Atualmente, existem 32 frentes de trabalho em andamento e outras 20 em fase de licitação, o que promete um volume de entregas muito maior para o biênio 2026-2027.
O Papel Estratégico do Fundo
O Fundeinfra foi criado sob polêmica para compensar perdas na arrecadação do ICMS e focar exclusivamente em obras que beneficiem o agronegócio e a indústria. A transparência na aplicação desses recursos é um ponto de honra para a gestão de Ronaldo Caiado, que busca consolidar o fundo como um modelo de parceria público-privada onde o contribuinte (neste caso, o produtor rural) decide as prioridades de investimento.







