Polícia Civil investiga se o homem recebeu ajuda para fugir após ataque que matou Célio Silva Pereira e a namorada, em Cromínia
Mais de uma semana após o assassinato do radialista Célio Silva Pereira, de 66 anos, o principal suspeito do crime ainda não foi localizado pela Polícia Civil. O homem é procurado desde a madrugada de sábado (1º), quando o radialista foi morto em uma chácara de Cromínia, no Sul de Goiás.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Leylton Barros, a investigação aponta que o suspeito teria agido sozinho durante o ataque. No entanto, a Polícia Civil apura se ele recebeu ajuda de terceiros para deixar a propriedade e fugir após o crime.
Radialista tentou defender a companheira
De acordo com as investigações, Célio estava na chácara acompanhado da namorada quando o ex-companheiro dela teria aparecido no local e iniciado uma agressão.
O radialista teria tentado defender a mulher, mas acabou sendo atacado com golpes de faca. A companheira também ficou ferida e precisou ser hospitalizada em estado grave.
Três dias após o ataque, na terça-feira (4), ela morreu em decorrência dos ferimentos. Com isso, o caso passou a envolver duas vítimas fatais.
A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que o crime tenha sido motivado por ciúmes, já que o suspeito não teria aceitado o novo relacionamento da ex-companheira com Célio.
Suspeito já havia sido preso
A investigação também revelou que o homem já havia sido preso preventivamente em janeiro deste ano por descumprir uma medida protetiva solicitada pela mulher.
Segundo a Polícia Civil, após o fim do relacionamento, a vítima procurou as autoridades e pediu proteção. O suspeito teria desrespeitado as determinações judiciais e acabou preso. Ele, porém, permaneceu poucos dias detido antes de ser colocado em liberdade.
Ainda conforme a investigação, o homem já respondia a dois inquéritos: um por injúria e ameaça e outro por ameaça e descumprimento de medida protetiva.
Meses depois, a mulher iniciou um relacionamento com Célio, com quem estava havia aproximadamente quatro meses.
Polícia investiga possível ajuda na fuga
Embora a Polícia Civil considere que o suspeito tenha cometido o ataque sozinho, existe a possibilidade de que ele tenha recebido auxílio para fugir.
Parte das imagens das câmeras de segurança da chácara também está sendo analisada. Segundo familiares, o sistema não teria registrado justamente o período em que o crime aconteceu, levantando a suspeita de que arquivos possam ter sido apagados.
O equipamento será submetido a perícia para verificar se é possível recuperar imagens que possam contribuir para a investigação.
O delegado afirmou, no entanto, que a autoria e a materialidade do crime já estão definidas e que as imagens terão caráter complementar na apuração.
Célio continuava trabalhando mesmo aposentado
Célio morava em Pontalina e costumava passar os fins de semana na chácara da namorada. Além da atuação como radialista, ele trabalhou por mais de 30 anos com transporte de encomendas entre Goiânia, Pontalina e outras cidades da região.
Mesmo aposentado, continuava trabalhando como locutor por paixão pela profissão. Segundo a família, ele acordava diariamente por volta das 3h30 para realizar as entregas.
Célio era pai de cinco filhas, avô de nove netos e aguardava o nascimento do primeiro bisneto. Familiares o descrevem como uma pessoa ligada à família e à fé católica.







