Crise na Saúde: 80% das Unidades de Urgência em Goiânia Operam sem Raio-X
A rede pública de saúde de Goiânia enfrenta um gargalo crítico no atendimento de urgência e emergência nesta primeira semana de fevereiro. Relatórios internos da supervisão de urgência revelam que 9 das 11 unidades monitoradas na capital apresentaram paralisação total ou parcial nos serviços de radiologia entre domingo (1º) e a manhã desta segunda-feira (2).
Mapeamento da Indisponibilidade Operacional
No levantamento realizado na noite de domingo, apenas a UPA Chácara do Governador mantinha o equipamento de Raio-X em funcionamento. O cenário apresentou uma leve melhora técnica na manhã de segunda-feira, com a normalização parcial do Cais Finsocial.
Entretanto, unidades estratégicas e de alto fluxo seguem sem o serviço, incluindo:
UPAs: Jardim América, Novo Mundo, Noroeste e Itaipu.
Cais: Campinas, Vila Nova e Cândida de Morais.
Ciams: Urias Magalhães.
Posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) reconheceu os “episódios de indisponibilidade operacional”. Segundo a pasta, a empresa terceirizada responsável pela manutenção técnica dos equipamentos já foi notificada para realizar os reparos corretivos necessários.
A pasta justificou que a falha no Cais Bairro Goiá, especificamente, decorre de problemas estruturais na rede elétrica, aguardando adequação técnica do quadro de energia para a instalação do maquinário.
Plano de Contingência e Nova Licitação
Para minimizar os impactos no diagnóstico dos pacientes, a prefeitura informou que mantém um plano de contingência. A estratégia consiste no direcionamento de casos urgentes para as unidades que possuem equipamentos operacionais.
Visando uma solução definitiva para a instabilidade crônica do setor, a SMS confirmou que um novo processo licitatório está em curso. O objetivo é a reestruturação completa do serviço de radiologia municipal para assegurar a continuidade da assistência e a modernização do suporte técnico.







