Ex-ministro de FHC assume elaboração do plano de governo de Ronaldo Caiado
O projeto presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) ganhou um reforço de peso técnico e político nesta quarta-feira (22). O ex-governador de Goiás escolheu o ex-ministro Roberto Brant para coordenar a elaboração de suas propostas de governo para a disputa de 2026. A parceria sinaliza a estratégia de Caiado em construir uma candidatura que dialogue com o centro e com a experiência administrativa, buscando romper a polarização entre Lula e Bolsonaro.
Roberto Brant é um nome tradicional do cenário nacional. Mineiro e ex-deputado federal, ele foi ministro da Previdência e Assistência Social durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Brant também é um dos fundadores do PSD, partido ao qual Caiado é filiado, e tem se destacado como um crítico contundente da divisão política atual, defendendo reformas institucionais para o funcionamento dos Poderes.
A estratégia do “Caminho do Meio”
A escolha de Brant converge com o discurso que Caiado vem adotando desde que renunciou ao cargo de governador de Goiás, no início de abril. O pré-candidato tem se apresentado como uma alternativa à “polarização insustentável”, utilizando sua aprovação recorde no segundo mandato em Goiás (88%) como cartão de visitas para o eleitorado nacional.
“Não se governa com enfrentamento, se governa construindo a paz. O importante é mostrar para o Brasil que o próximo presidente vai ganhar do Lula no segundo turno”, afirmou o ex-governador em declarações recentes.
Acenos à direita e governabilidade
Embora busque a pacificação, Caiado mantém pilares firmes à direita. O pré-candidato tem subido o tom contra o PT em temas de segurança pública e já sinalizou que, se eleito, pretende promover uma anistia ampla, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, como um gesto para encerrar os conflitos políticos no país.
A oficialização de Brant na equipe reforça o amadurecimento da pré-candidatura do PSD, que agora foca na estruturação de propostas robustas para áreas críticas como economia, previdência e reforma do Estado, temas em que o ex-ministro de FHC possui vasta experiência.







