PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026, aponta IBGE

PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE
PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º).

O resultado representa uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,1%. Apesar do ritmo menor, a economia manteve trajetória de crescimento.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB apresentou alta de 2%. Já no acumulado dos quatro trimestres encerrados em junho, o crescimento foi de 1,9%.

Agropecuária é destaque no crescimento

Entre os setores analisados pelo IBGE, a Agropecuária foi o principal destaque, com crescimento de 2,8% no segundo trimestre, impulsionada pelo desempenho de culturas como soja e café.

Na comparação anual, o setor também apresentou avanço de 6,8%.

A Indústria teve crescimento mais moderado, de 0,1%, enquanto os Serviços avançaram 0,2% no período.

Consumo das famílias recua

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias registrou queda de 0,4% no segundo trimestre. Já os gastos do governo cresceram 0,4%.

Os investimentos, medidos pela formação bruta de capital fixo, avançaram 1,2%. No comércio exterior, as exportações recuaram 0,8%, enquanto as importações cresceram 1,8%.

Economia brasileira mantém crescimento

Com o resultado do segundo trimestre, o Brasil acumula 21 trimestres consecutivos de expansão econômica. O valor do PIB chegou a aproximadamente R$ 3,4 trilhões no período.

Apesar da expansão, os números mostram perda de ritmo da economia brasileira em relação ao início do ano. O resultado do segundo trimestre veio acima da expectativa de analistas consultados pela Reuters, que projetavam crescimento de 0,4%.

O desempenho ocorre em um cenário de juros ainda elevados, fator que segue pressionando o ritmo da atividade econômica. A taxa básica de juros estava em 14% no período analisado.

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