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Operação da Polícia Civil investiga esquema milionário de lavagem de dinheiro na Comurg e afasta servidores

Operação investiga esquema milionário na Comurg e bloqueia R$ 3,5 milhões em Goiás
Operação investiga esquema milionário na Comurg e bloqueia R$ 3,5 milhões em Goiás

Operação da Polícia Civil investiga esquema milionário de lavagem de dinheiro na Comurg e afasta servidores

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Pacto Oculto, que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes envolvendo acordos extrajudiciais firmados dentro da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A ação resultou no bloqueio de R$ 3,5 milhões em bens e valores, além do afastamento de servidores públicos suspeitos de participação no esquema.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), o grupo investigado atuava entre os anos de 2022 e 2024, utilizando processos administrativos considerados irregulares para liberar pagamentos milionários a funcionários da companhia.

Polícia cumpre 55 mandados em Goiás

Ao todo, a operação cumpre 55 mandados judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Trindade. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão:

  • 19 mandados de busca e apreensão;
  • 3 prisões temporárias;
  • 16 afastamentos de funções públicas;
  • 17 quebras de sigilos bancário e fiscal.

Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores que chegam a R$ 3,5 milhões.

A operação mobiliza cerca de 105 policiais civis e conta com acompanhamento de representantes da OAB-GO.

Esquema teria movimentado R$ 13 milhões

De acordo com a Polícia Civil, aproximadamente 35 empregados da Comurg solicitaram pagamentos relacionados a diferenças salariais, principalmente sob alegação de desvio de função.

Durante as investigações, os policiais identificaram indícios de irregularidades nos processos, como tramitação acelerada, ausência de documentos comprobatórios e falta de autorizações formais para os pagamentos.

Os acordos extrajudiciais investigados somam cerca de R$ 13 milhões.

Investigados cobravam até 60% dos valores pagos

Segundo a investigação, servidores ligados aos setores jurídico e de protocolo da companhia teriam atuado diretamente para facilitar os pagamentos suspeitos.

Em troca, o grupo cobrava repasses de até 60% dos valores recebidos pelos funcionários beneficiados nos acordos.

A Polícia Civil afirma que o esquema funcionava por meio de um “pacto oculto”, organizado para beneficiar integrantes envolvidos nas negociações e ocultar a origem dos recursos.

Computadores, celulares e documentos foram apreendidos

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, computadores, documentos e outros equipamentos eletrônicos que devem ajudar no aprofundamento das investigações.

Os nomes dos investigados ainda não foram divulgados oficialmente pela Polícia Civil.

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