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Nike sob Investigação Federal por Suposta Discriminação contra Funcionários Brancos

Nike é Investigada nos EUA por Discriminação contra Brancos
Nike é Investigada nos EUA por Discriminação contra Brancos

Nike sob Investigação Federal por Suposta Discriminação contra Funcionários Brancos

A Nike Inc. tornou-se o alvo mais proeminente de uma nova ofensiva do governo dos Estados Unidos contra as políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC) confirmou, nesta quarta-feira (4), que investiga se as metas de representatividade racial da gigante esportiva resultaram em discriminação intencional e sistemática contra trabalhadores e candidatos brancos.

O Centro da Investigação

A apuração foca nas metas globais que a Nike estabeleceu em 2021, visando alcançar, até 2025:

  • 30% de minorias em cargos de diretoria ou superiores nos EUA.

  • 35% de minorias em todo o seu quadro corporativo norte-americano.

Segundo a EEOC, há indícios de que a busca por essas métricas pode ter gerado um “padrão de tratamento desigual” em contratações, promoções e, principalmente, na seleção de funcionários para demissões em massa (layoffs). A agência também investiga 16 programas de mentoria e liderança que teriam restrições baseadas em raça, o que violaria o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964.

Contexto Político: A Era “Anti-DEI”

A investigação ganha força sob o segundo mandato de Donald Trump, que assumiu uma postura combativa contra programas de diversidade, classificando-os como “ilegais” e “radicais”. Andrea Lucas, atual presidente da EEOC (nomeada por Trump), elevou o tom ao protocolar uma ação judicial em um tribunal federal no Missouri para obrigar a Nike a entregar documentos sigilosos desde 2018.

Empresas como Disney, Google e JPMorgan já começaram a revisar ou renomear seus programas de inclusão para evitar sanções semelhantes, sinalizando uma mudança drástica no ambiente corporativo global sob a nova diretriz de Washington.

O Posicionamento da Nike

Em nota, a Nike classificou a escalada da investigação como “surpreendente e incomum”, afirmando ter colaborado “extensivamente e de boa-fé”, fornecendo milhares de páginas de documentos. A companhia defende que suas práticas são consistentes com as leis vigentes e que permanece comprometida com o tratamento justo de todos os colaboradores.

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