Mecânico é multado em R$ 50 mil após morte de cão incendiado
O caso que chocou a população de Aparecida de Goiânia teve um desdobramento administrativo rigoroso nesta segunda-feira (20). A prefeitura do município aplicou uma multa de R$ 50 mil a um mecânico suspeito de atear fogo em um cão, utilizando gasolina, em uma oficina no bairro Sítios Santa Luzia. A punição financeira foi agravada após a confirmação da morte do animal, carinhosamente chamado de Rolley.
A sanção foi fundamentada no decreto federal conhecido como “Justiça por Orelha”, que estabelece multas severas para maus-tratos contra animais. Inicialmente estipulada em R$ 30 mil, a penalidade subiu para o teto de R$ 50 mil devido ao óbito do cão, que não resistiu às graves queimaduras de segundo e terceiro grau.
O caso e o desfecho trágico
O crime ocorreu no dia 9 de abril. Rolley chegou a ser resgatado e submetido a uma cirurgia complexa para a retirada de tecidos mortos. No entanto, os veterinários constataram que as lesões eram profundas, atingindo o abdômen e o tórax. A gravidade dos ferimentos evoluiu para um quadro de infecção generalizada (choque séptico), resultando em parada cardiorrespiratória.
Embate jurídico e versões
O mecânico chegou a ser preso em flagrante, mas foi colocado em liberdade após a concessão de um habeas corpus. Em depoimento, o suspeito alegou que agiu para proteger uma criança, versão que é contestada por testemunhas presentes no local no momento da agressão.
Enquanto a multa administrativa foi consolidada pela Administração Municipal, o inquérito criminal segue sob responsabilidade da Polícia Civil (PC), que apura as responsabilidades penais do investigado. O episódio reacende o debate sobre a eficácia das leis de proteção animal e a necessidade de punições exemplares para crimes de crueldade extrema.







