Mulheres são espancadas e obrigadas por traficantes a repetir frase durante “tribunal do crime” em São Gonçalo
Vítimas tiveram os cabelos raspados e sofreram agressões após serem acusadas de aplicar golpes na comunidade
Um caso de extrema violência envolvendo o tráfico de drogas chocou moradores de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Duas mulheres foram sequestradas, espancadas e tiveram os cabelos raspados por criminosos ligados a uma facção que atua na região.
Além das agressões, as vítimas ainda foram obrigadas a repetir diversas vezes a frase: “não vou dar mais golpe na favela”, enquanto eram humilhadas pelos traficantes durante uma espécie de “tribunal do crime”.
Vídeos do momento começaram a circular nas redes sociais e rapidamente ganharam repercussão na internet.
Criminosos acusaram mulheres de aplicar golpes
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, as mulheres teriam sido acusadas pelos traficantes de aplicar golpes e furtar dinheiro e drogas dentro da comunidade dominada pela facção criminosa.
Como forma de punição, elas foram levadas para um local controlado pelos criminosos, onde sofreram agressões físicas, ameaças e humilhações públicas.
Nas gravações compartilhadas nas redes sociais, é possível ouvir os criminosos forçando as vítimas a repetirem a frase de “desculpas” enquanto aparecem machucadas e com os cabelos raspados.
O caso gerou revolta entre moradores e internautas devido à violência praticada pelos suspeitos.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o episódio e tenta identificar os envolvidos nas agressões. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas ao caso.
As autoridades também apuram em qual comunidade as agressões ocorreram e se as vítimas já prestaram depoimento oficialmente.
O caso deve ser tratado como sequestro, tortura, lesão corporal e associação criminosa.
“Tribunal do crime” é prática comum em áreas dominadas por facções
Em comunidades controladas pelo tráfico, criminosos costumam realizar julgamentos clandestinos conhecidos como “tribunal do crime”. Nessas ações, suspeitos de furtos, dívidas, denúncias ou desobediência às regras impostas pela facção acabam sendo punidos violentamente sem qualquer direito de defesa.
Especialistas em segurança pública alertam que esse tipo de prática tem se tornado cada vez mais frequente em áreas dominadas pelo crime organizado no Rio de Janeiro.







