Justiça condena mãe e filho por morte de adolescente em Anápolis

Mãe e filho são condenados por morte em Anápolis
Mãe e filho são condenados por morte em Anápolis

Justiça condena mãe e filho por morte de adolescente em Anápolis

O Tribunal do Júri condenou Maria Renata Mercês Rodrigues e o filho, Kaio Rodrigues Matos, pelo assassinato do adolescente Nicollas Lima Serafim, de 14 anos, ocorrido em frente a uma escola municipal em Anápolis. As penas somadas chegam a quase 70 anos de prisão.

Maria Renata foi sentenciada a 40 anos de reclusão, enquanto Kaio recebeu pena de 29 anos e 7 meses. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (29), mais de dois anos após o crime, registrado em fevereiro de 2024.

Crime envolveu outras vítimas

Além do homicídio, o júri também considerou duas tentativas de assassinato contra outros adolescentes que estavam no local durante a confusão. Os réus ainda foram responsabilizados por corrupção de menor, já que outro filho da mulher, também adolescente, participou da ação.

Segundo a acusação, mãe e filho chegaram ao local já armados com um martelo e uma faca, o que indicaria a assunção do risco de provocar mortes, mesmo que não houvesse intenção inicial.

Consequências graves para sobreviventes

Durante o julgamento, foram apresentados laudos que apontam a gravidade dos ferimentos de uma das vítimas sobreviventes. O jovem sofreu agressões com martelo e faca, resultando na perda de órgãos como baço, rim esquerdo e parte do fígado.

A promotoria destacou o impacto permanente causado às vítimas e suas famílias, reforçando a gravidade da ação.

Defesa contestou versão

A defesa tentou relativizar os fatos, argumentando que os acusados reagiram a uma situação anterior envolvendo suposta ameaça. Também questionou as consequências dos ferimentos e a interpretação da conduta dos réus.

Juiz critica ação impulsiva

Ao anunciar a sentença, o juiz responsável pelo caso ressaltou que o crime poderia ter sido evitado caso houvesse maior controle emocional por parte dos envolvidos.

Segundo ele, a decisão de sair do carro e iniciar o confronto foi determinante para o desfecho trágico. O magistrado destacou que atitudes impulsivas levaram a consequências irreversíveis, afetando todas as famílias envolvidas.

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