segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Mãe decide entregar filho para adoção de forma legal em Goiânia

Mãe entrega filho para adoção de forma legal em Goiânia
Mãe entrega filho para adoção de forma legal em Goiânia

Procedimento é previsto pelo ECA, acompanhado pela Justiça e garante sigilo à mulher

Uma mãe decidiu entregar voluntariamente o filho para adoção de forma legal em Goiânia. O procedimento é previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e permite que a mulher manifeste à Justiça a decisão antes ou depois do nascimento, sem ser penalizada e com garantia de sigilo.

O recém-nascido, que tem quase um mês de vida, permaneceu alguns dias em uma incubadora e recebeu alta na quarta-feira (23). Depois de deixar a maternidade, foi encaminhado para uma instituição de acolhimento, enquanto o caso passou a ser acompanhado pelo Juizado da Infância e da Juventude.

Segundo informações do Conselho Tutelar, a mãe procurou uma maternidade e informou que não tinha interesse nem condições de cuidar da criança. A entrega legal permite que a decisão seja realizada dentro dos procedimentos previstos pela legislação, com acompanhamento das autoridades responsáveis pela proteção da criança.

Como funciona a entrega legal

A mulher que não pretende ou não tem condições de permanecer com o bebê pode procurar o Conselho Tutelar, o Juizado da Infância e da Juventude, a Defensoria Pública, o Ministério Público ou a própria maternidade para receber orientação sobre o procedimento.

A entrega voluntária é diferente de uma situação de abandono, já que ocorre dentro de um procedimento acompanhado pela Justiça e pelos órgãos de proteção à criança.

Divulgação ajuda a orientar outras mulheres

A divulgação de informações sobre a entrega legal também tem ajudado outras mulheres a buscar orientação. De acordo com o Conselho Tutelar, Goiânia registra, em média, dois ou três casos por mês.

O objetivo de tornar o procedimento mais conhecido é orientar mulheres que estejam passando por situações semelhantes e evitar que crianças sejam deixadas em condições de risco.

Compartilhe este post :