Idosa é picada por jararacuçu, leva cobra à UPA e recebe alta em Goiás

Idosa é picada por jararacuçu e leva cobra à UPA
Idosa é picada por jararacuçu e leva cobra à UPA

Uma mulher de 65 anos foi picada por uma cobra jararacuçu enquanto limpava o quintal de uma fazenda na zona rural de Montividiu, no sudoeste de Goiás. Mesmo após o acidente, ela levou o animal, já morto, até uma unidade de saúde em Rio Verde. A paciente recebeu alta médica na segunda-feira (19).

O caso aconteceu no sábado (17), quando a idosa voltou a um monte de folhas secas que havia juntado durante a limpeza. Sem perceber que a serpente estava escondida sob a folhagem, ela foi atingida por dois botes nos dedos de uma das mãos.

Idosa recebeu atendimento na Sala Vermelha

Após o acidente, familiares levaram a mulher à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Póvoa Mendes, em Rio Verde, município vizinho a Montividiu.

Na unidade, ela recebeu atendimento imediato e foi encaminhada à Sala Vermelha, setor destinado a pacientes que precisam de cuidados de maior gravidade.

A equipe de saúde identificou a serpente como uma jararacuçu. O reconhecimento da espécie contribuiu para a avaliação do acidente e para a definição do tratamento adequado.

A paciente permaneceu em observação e apresentou evolução clínica estável até receber alta médica na segunda-feira (19).

Identificação da cobra ajuda no tratamento

A enfermeira de plantão Gicélia Mello explicou que identificar a espécie envolvida no acidente pode ajudar os profissionais de saúde a escolher o tratamento mais adequado.

A jararacuçu é uma serpente peçonhenta. Acidentes com esse tipo de animal exigem avaliação médica rápida, pois o tratamento depende das características do caso e dos sinais apresentados pela vítima.

Ministério da Saúde orienta a não capturar serpentes

Embora a identificação do animal tenha contribuído para o atendimento da idosa, a recomendação é não tentar capturar, matar ou transportar uma serpente, pois isso pode provocar novos acidentes.

O Ministério da Saúde orienta que, após uma picada, a vítima seja afastada do animal e encaminhada o mais rápido possível a um serviço de saúde. Se for possível sem se aproximar da serpente, uma fotografia feita a uma distância segura pode auxiliar na identificação.

A orientação é não recorrer a tratamentos caseiros e procurar atendimento médico imediatamente após o acidente.

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