Senador iniciou a carreira política em 2003, como deputado estadual do Rio de Janeiro, e encerra o mandato no Senado no fim de 2026
Após perder a disputa pela Presidência da República em 2026, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de 45 anos, ficará sem cargo público pela primeira vez desde 2003. Atualmente senador, ele encerra o mandato no fim deste ano e não conquistou outro posto eletivo na eleição presidencial.
Flávio passou mais da metade da vida em cargos parlamentares. Sua trajetória política começou aos 21 anos, quando foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, tornando-se o mais jovem a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado (Alerj).
Trajetória política começou em 2003
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio iniciou a carreira política no mesmo período em que o pai exercia mandato na Câmara dos Deputados.
Ele permaneceu na Alerj por quatro mandatos consecutivos. Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSC e terminou o primeiro turno na quarta colocação, com 14% dos votos válidos. A eleição foi vencida por Marcelo Crivella, então filiado ao PRB.
Dois anos depois, em 2018, Flávio foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, durante a eleição que levou Jair Bolsonaro à Presidência da República.
Derrota presidencial encerra ciclo eleitoral
Em 2026, Flávio disputou a Presidência pelo PL, mas foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um novo mandato. Com o fim do mandato no Senado, em dezembro, o senador deixará de ocupar um cargo público eletivo.
Após a apuração do segundo turno, no domingo (25), Flávio afirmou que não reconhecia o resultado da eleição. Ele questionou a decisão que prorrogou o horário de votação em algumas localidades.
As campanhas de Lula e de Flávio, porém, apresentaram pedidos para ampliar o período de votação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a extensão do horário não prejudicou a totalização dos votos.
Investigações marcaram a trajetória
Ao longo da carreira, Flávio também esteve envolvido em investigações. Uma delas apurou suspeitas de prática de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. No caso, provas foram anuladas pela Justiça.
Em 2026, o senador também passou a ser investigado em um inquérito relacionado a supostos repasses financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro que poderiam ter sido destinados ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.
As investigações e seus desdobramentos devem ser tratados conforme as decisões judiciais e as informações oficiais disponíveis.







