Sob pressão de Trump, Irã recua e nega planos de execução de manifestante
A tensão diplomática entre Washington e Teerã ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (15). Após ameaças diretas do presidente Donald Trump de aplicar “medidas muito severas” contra o Irã, o governo de Teerã negou que o comerciante Erfan Soltani, de 26 anos, tenha sido sentenciado à morte. O jovem, preso durante a recente onda de protestos que atinge o país, teria sua execução realizada na última quarta-feira, segundo relatos de familiares, mas o Judiciário iraniano classificou as notícias como “fabricação estrangeira”.
O presidente Trump, falando da Casa Branca, afirmou ter recebido informações de “fontes confiáveis do outro lado” de que a “matança no Irã parou” e que não há planos imediatos para execuções. Apesar do tom de cautela, Trump não descartou uma nova ação militar, lembrando o bombardeio realizado pelos EUA contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025.
Crise Interna e Isolamento Diplomático
A repressão aos protestos contra o colapso da moeda e a crise de legitimidade do regime já deixou um saldo trágico: grupos de direitos humanos, como a HRANA, estimam mais de 2,4 mil mortos, incluindo crianças. Em resposta à instabilidade, a comunidade internacional iniciou um movimento de retirada:
Reino Unido: Fechou temporariamente sua embaixada em Teerã.
Companhias Aéreas: Lufthansa e outras empresas redirecionaram voos para evitar o espaço aéreo do Irã e do Iraque.
EUA: Reduziram o contingente não essencial na base de Al-Udeid, no Catar, como precaução.
Apoio à Oposição
Trump usou suas redes sociais para exortar os iranianos a continuarem os protestos, afirmando que “a ajuda está a caminho”. Questionado sobre o apoio a Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e figura central da oposição no exílio, o presidente americano mostrou-se aberto à ideia, embora tenha ressaltado que cabe ao povo iraniano aceitar ou não sua liderança. Enquanto isso, Teerã mantém um bloqueio quase total à internet, dificultando a verificação de dados sobre novos confrontos.







