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Eduardo Bolsonaro grava vídeo nos EUA para mostrar ao pai, proibido de usar celular na prisão domiciliar

Eduardo grava vídeo ao pai proibido de usar celular na prisão
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Deputado discursou na CPAC e anunciou Flávio Bolsonaro como “próximo presidente do Brasil”; restrições impostas por Moraes vetam qualquer comunicação do ex-presidente com o exterior


O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) gravou, no último sábado (28), um vídeo durante sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos, com uma destinação inusitada: mostrar as imagens ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília e está proibido de utilizar qualquer meio de comunicação com o exterior.

No vídeo, Eduardo justificou o gesto de forma direta. “Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, declarou, antes de apresentar o irmão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem anunciou como “próximo presidente do Brasil”. O evento reuniu representantes da direita e da extrema direita de diversos países.

Restrições rigorosas na prisão domiciliar

A manifestação de Eduardo ocorre em um cenário de restrições severas impostas pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias para que Bolsonaro se recupere de um quadro de broncopneumonia, após período de internação hospitalar.

Entre as condições estabelecidas, o ex-presidente está expressamente proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação com o exterior — seja de forma direta, indireta ou por intermédio de terceiros. Visitantes autorizados são obrigados a entregar seus aparelhos eletrônicos antes de adentrar a residência.

Visitas regulamentadas e risco de revogação

As regras de visitação também foram detalhadas na decisão. Os filhos que não residem com Bolsonaro estão autorizados a visitá-lo às quartas-feiras e sábados, em horários previamente estabelecidos. Neste mesmo sábado, Moraes negou pedido da defesa para ampliar esse acesso, reforçando que o descumprimento de qualquer uma das condições impostas pode resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno do ex-presidente ao regime fechado ou a uma unidade hospitalar.

O episódio evidencia a tensão entre a família Bolsonaro e as restrições judiciais em vigor, enquanto o campo político bolsonarista busca manter sua mobilização mesmo diante das limitações impostas pela Justiça.

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