Pai é preso suspeito de espancar filho de 6 anos por dois dias em Goiânia
Um homem foi preso em Goiânia suspeito de espancar o filho de 6 anos durante dois dias consecutivos. A criança foi levada ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira — o Hugol — com hematomas pelo corpo e olhos inchados. O caso veio à tona após o hospital condicionar a alta da criança ao acompanhamento do Conselho Tutelar.
O caso
O pai levou o menino ao Hugol alegando que a criança havia acordado com os olhos inchados e que desconhecia a causa. Diante das lesões constatadas, a equipe hospitalar recusou a alta sem a presença do Conselho Tutelar. Com a chegada dos conselheiros, o pai foi conduzido à delegacia para prestar depoimento.
Segundo o conselheiro tutelar José Roberto, que atua na função há oito anos e atendeu o caso, o pai confessou ter agredido o filho na quarta-feira (18) e na quinta-feira (19). De acordo com o relato do próprio suspeito, ele teria cortado uma vara de árvore para bater no menino, com a justificativa de que estava corrigindo o filho para que ele não se tornasse bandido.
José Roberto afirmou que chorou ao ver os ferimentos na criança.
A investigação
O delegado Ronny Campos informou que a Polícia Civil aguarda o laudo do corpo de delito para que o médico responsável ateste a data das lesões e a gravidade do caso. Com base nesse laudo, o inquérito será transferido para uma delegacia especializada em crimes contra crianças e adolescentes.
O nome do pai não foi divulgado pelas autoridades. A defesa não foi localizada.
A situação da criança
O menino permanecerá sob os cuidados do Conselho Tutelar. A criança estava em Goiânia há apenas um mês e não possui outros familiares na capital. A medida protetiva visa garantir a segurança e o acompanhamento integral da criança enquanto as investigações seguem em curso.
Contexto
No Brasil, a violência física contra crianças no ambiente doméstico é tipificada como crime pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que endureceu as penas para casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes. O argumento de “correção” ou “disciplina” não exime o agressor de responsabilidade penal. Casos como o de Goiânia reforçam a importância da atuação do Conselho Tutelar e da rede hospitalar como instrumentos de proteção infantil.







