DONO DA PÁGINA CHOQUEI É TRANSFERIDO PARA PRESÍDIO EM APARECIDA DE GOIÂNIA APÓS OPERAÇÃO DA PF
O empresário Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, foi transferido para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, após ser preso durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A transferência ocorreu na sexta-feira (17/04/2026), dois dias após a prisão do influenciador, realizada em Goiânia.
OPERAÇÃO APURA MOVIMENTAÇÃO DE R$ 1,6 BILHÃO
A prisão faz parte da Operação Narco Fluxo, deflagrada na quarta-feira (15/04/2026), que mira uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilícitas.
Raphael foi detido em um condomínio de alto padrão no setor Jardim Goiás. Durante a ação, a PF apreendeu bens de luxo e documentos considerados relevantes para o avanço das investigações.
INFLUÊNCIA DIGITAL É APONTADA COMO PEÇA-CHAVE
De acordo com a investigação, o papel do empresário no esquema ultrapassava a simples divulgação de conteúdo.
A PF aponta que ele atuaria como um “operador de mídia”, utilizando o alcance da página Choquei para promover conteúdos estratégicos que ajudariam a construir uma imagem de normalidade e credibilidade para o grupo investigado.
Ainda segundo os investigadores, o influenciador teria recebido repasses financeiros do cantor MC Ryan SP para divulgar conteúdos favoráveis à organização.
JUSTIÇA MANTÉM PRISÃO APÓS AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA
A situação do investigado foi analisada em audiência de custódia realizada na quinta-feira (16/04/2026). O Judiciário decidiu manter a prisão preventiva.
A decisão considerou que a liberdade de Raphael poderia comprometer as investigações, especialmente pelo alcance e influência que ele possui nas redes sociais.
Segundo a magistratura, a atuação digital teria sido utilizada para legitimar atividades suspeitas, dificultando a identificação do esquema criminoso.
DEFESA NEGA ENVOLVIMENTO EM ATIVIDADES ILÍCITAS
A defesa do empresário afirma que ele mantinha apenas uma relação profissional com os demais investigados.
De acordo com os advogados, Raphael atuava exclusivamente com publicidade e divulgação de conteúdos, sem qualquer participação em movimentações financeiras ilegais.
INVESTIGAÇÕES SEGUEM EM ANDAMENTO
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Federal, que continua reunindo provas para esclarecer a extensão do esquema e o papel de cada investigado.
A Operação Narco Fluxo ainda apura a participação de outros envolvidos, incluindo nomes do meio artístico e digital.







