Sindicato denuncia supostas regalias de Deolane em presídio de SP
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro das polêmicas após o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciar supostos privilégios concedidos a ela durante o período em que esteve detida na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.
De acordo com o sindicato, Deolane teria recebido tratamento diferenciado enquanto permaneceu na unidade prisional na última quinta-feira (21), antes de ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Supostas regalias no presídio
Segundo o relatório apresentado pelo sindicato à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a influenciadora teria ficado em um espaço separado das demais detentas, contando com chuveiro elétrico privativo, cama diferenciada e colchão.
O documento também aponta que teria havido restrição de acesso de policiais penais ao local onde ela estava custodiada, situação que, segundo o Sinppenal, poderia comprometer a fiscalização e a segurança interna da unidade prisional.
Policiais ouvidos pelo portal Metrópoles afirmaram, sob anonimato, que o espaço teria passado até por pintura recente antes da chegada da influenciadora.
SAP afirma que cumpriu decisão judicial
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária afirmou que apenas cumpriu determinações judiciais relacionadas à condição profissional de Deolane como advogada regularmente inscrita na OAB.
Segundo a pasta, a influenciadora foi alocada em local adequado conforme prevê o Estatuto da Advocacia.
A legislação determina que advogados presos preventivamente devem permanecer em sala de Estado-Maior ou em ambiente equivalente, separados dos demais detentos, até eventual condenação definitiva.
OAB-SP acompanha o caso
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) informou que acompanhou tanto a prisão quanto a audiência de custódia da influenciadora.
Em nota, a entidade destacou que o acompanhamento busca garantir o respeito às prerrogativas da advocacia e ao devido processo legal, sem qualquer favorecimento pessoal.
A OAB também afirmou que eventuais infrações ético-disciplinares envolvendo advogados inscritos podem ser analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina da instituição.
Operação Vérnix
Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo os investigadores, a influenciadora teria recebido transferências financeiras de empresas apontadas como utilizadas pela facção criminosa para ocultação de recursos ilícitos.
A polícia também afirma que as movimentações financeiras analisadas não apresentaram justificativa considerada suficiente pelos investigadores.
Além de Deolane, a operação também teve como alvo pessoas ligadas à cúpula da facção, incluindo familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
A defesa da influenciadora nega irregularidades e afirma que ela sofre perseguição.







