Embate em Cocalzinho: Delegado promete revelar crimes de advogada e desafia apoiadores

Delegado de Cocalzinho promete revelações contra advogada
Foto: Internet

Embate em Cocalzinho: Delegado promete revelar crimes de advogada e desafia apoiadores

O conflito institucional em Cocalzinho de Goiás atingiu um novo patamar de tensão nesta segunda-feira (20). O delegado Christian Zilmon, titular da delegacia local, publicou um vídeo nas redes sociais onde promete trazer a público revelações que ligariam a advogada Aricka Cunha a crimes graves, incluindo o tráfico de drogas e a cooptação de um servidor público da unidade policial.

Zilmon, que recentemente efetuou a prisão em flagrante da profissional dentro de seu próprio escritório, utilizou o pronunciamento para rebater informações sobre seu possível afastamento. Segundo o investigador, o procedimento inicial já foi relatado e concluído com o indiciamento da advogada. “Vamos ver se vão continuar apoiando uma causa que não tem nada de pessoal e sim de técnico”, desafiou o delegado, em clara alusão à mobilização da classe jurídica em torno do caso.

Monitoramento e embate jurídico

A crise teve início na última quarta-feira (15), após Aricka publicar críticas sobre o arquivamento de uma ocorrência feito pelo delegado. O ato resultou em sua prisão por difamação, com fiança estipulada em R$ 10 mil. A OAB-GO reagiu prontamente, denunciando Zilmon por abuso de autoridade e pelo suposto uso de drones para monitorar a residência e o escritório da advogada.

Mesmo após a Justiça conceder um habeas corpus preventivo no domingo (19) — que impede o delegado de realizar novas prisões ou registros contra Aricka em casos onde ele figure como vítima —, Zilmon mantém a postura ofensiva. O policial afirmou que pretende materializar todas as provas para entrega à imprensa e aos órgãos de controle.

Sob vigilância da Corregedoria

Enquanto o delegado promete novos desdobramentos investigativos, sua própria conduta está sob o crivo da Superintendência de Correições e Disciplina da Polícia Civil de Goiás. O caso levanta discussões profundas sobre os limites da autoridade policial e as prerrogativas da advocacia, mantendo a cidade de Cocalzinho e o cenário jurídico goiano em estado de alerta.

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