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Cães-Robôs e Drones Inteligentes: China Investe Pesado em IA para Guerra e Desafia Hegemonia dos EUA

China usa IA em cães-robôs e drones para guerra
China usa IA em cães-robôs e drones para guerra

Cães-Robôs e Drones Inteligentes: China Investe Pesado em IA para Guerra e Desafia Hegemonia dos EUA

 

A China está acelerando a modernização de suas Forças Armadas com um investimento maciço em Inteligência Artificial (IA) aplicada a tecnologias de guerra, como cães-robôs armados e enxames de drones autônomos. O esforço de Pequim visa reduzir a significativa distância tecnológica em relação aos Estados Unidos na corrida armamentista global.

Documentos, patentes e licitações analisadas pela Reuters nos últimos dois anos revelam a ambição do Exército de Libertação Popular (PLA) chinês. As inovações incluem:

  • Cães-Robôs Armados: O PLA lançou uma licitação para fabricar cães-robôs equipados com IA capazes de atuar em grupo para identificar e neutralizar ameaças, incluindo explosivos. Imagens da mídia estatal já mostraram o uso desses robôs, fabricados pela Unitree, em exercícios militares.
  • Decisão Acelerada por IA: Pesquisadores da Universidade Tecnológica de Xi’an afirmam ter desenvolvido um sistema baseado em IA que pode analisar 10 mil cenários de campo de batalha em impressionantes 48 segundos. O mesmo trabalho exigiria 48 horas de uma equipe convencional. A ferramenta utiliza tecnologia DeepSeek.
  • Enxames de Drones Autônomos: Mais de 20 licitações e patentes indicam o esforço para integrar IA em drones, permitindo que eles reconheçam, rastreiem alvos e atuem em coordenação com pouca ou nenhuma intervenção humana. A Universidade Beihang está aprimorando o uso de IA DeepSeek para otimizar decisões em enxames de drones contra ameaças “baixas, lentas e pequenas”.

 

Tecnologia e Soberania Algorítmica

 

Um dos principais desafios chineses é a dependência de tecnologia estrangeira, tema central da chamada “Guerra dos Chips” com os EUA. Registros indicam que o PLA e afiliadas continuam buscando e utilizando chips da Nvidia, mesmo após as restrições de exportação impostas por Washington em 2022. A Nvidia alega ser inviável o uso de produtos restritos para aplicações militares sem suporte e manutenção.

Em um movimento para conquistar a “soberania algorítmica” e reduzir a dependência ocidental, o exército chinês tem intensificado a aquisição de tecnologia nacional. Há uma demanda crescente por chips de IA da gigante chinesa Huawei, e o modelo de IA DeepSeek se tornou a preferência em licitações militares, sendo mencionado em pelo menos uma dúzia de propostas do PLA neste ano.

Apesar do rápido avanço na autonomia de seus sistemas de guerra, autoridades chinesas afirmam que o país manterá o controle humano sobre o disparo de armas, mitigando os temores de um conflito descontrolado baseado em IA. Os EUA também investem em sistemas autônomos, planejando implantar milhares de drones até o final de 2025 para equilibrar a vantagem numérica chinesa.

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