Polícia Civil conclui investigação e indicia mãe da criança e primo de seu ficante por homicídio culposo; laudo descartou violência sexual.
A Polícia Civil do Ceará concluiu nesta segunda-feira (20) o inquérito que investigava a morte da bebê Helena, de apenas 10 meses, ocorrida em Fortaleza. A mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, foi indiciada por homicídio culposo comissivo por omissão, enquanto Roberto Levy Oliveira Magalhães, primo do então ficante da mulher, foi indiciado por homicídio culposo.
O caso ganhou repercussão nacional após suspeitas iniciais de violência sexual contra a criança. No entanto, o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou essa hipótese, redirecionando as investigações.
Polícia conclui investigação
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi finalizado após a análise dos laudos periciais e demais provas reunidas durante a investigação.
Com isso, os investigadores solicitaram o indiciamento de Ysabelle Rodrigues e de Roberto Levy. Já Francisco Ray Magalhães, ficante da mãe da bebê e que chegou a ser preso durante as investigações, não foi indiciado.
Agora, o caso será analisado pelo Ministério Público do Ceará, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça.
Defesa contesta indiciamento
Em nota, a defesa de Ysabelle classificou o indiciamento como um “grave equívoco” e afirmou confiar que o Ministério Público fará uma análise técnica e imparcial do caso.
Os advogados ressaltam que o indiciamento não representa uma condenação e defendem que a mãe da criança já enfrenta a maior das punições com a perda da própria filha.
A defesa de Francisco Ray também comemorou o fato de ele não ter sido indiciado e informou que estuda medidas judiciais para reparar os prejuízos causados pela prisão e pela exposição pública durante as investigações.
Relembre o caso
Helena morreu no dia 13 de julho, após ser levada pela mãe a um hospital em Fortaleza. Inicialmente, a morte levantou suspeitas de abuso sexual, hipótese que mobilizou a polícia e gerou grande repercussão nacional.
Durante as investigações, a perícia descartou qualquer indício de violência sexual. Com a conclusão dos laudos, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio culposo.







