Carlinhos Cachoeira é preso pela PF em aeroporto de São Paulo
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (13) o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido nacionalmente como Carlinhos Cachoeira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A prisão aconteceu após o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça de Goiás no último dia 7 de maio.
Segundo as primeiras informações divulgadas, a ordem judicial foi emitida pelo juiz Luciano Borges da Silva, da 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). O processo estaria relacionado aos crimes de calúnia, injúria e difamação.
A detenção de Cachoeira rapidamente repercutiu no cenário político e policial, principalmente pelo histórico do empresário em operações de grande impacto nacional conduzidas pela Polícia Federal.
Quem é Carlinhos Cachoeira
Natural de Anápolis, em Goiás, Carlinhos Cachoeira ganhou notoriedade nacional em 2004 durante o escândalo do mensalão. Na época, veio à tona uma gravação envolvendo Waldomiro Diniz, então assessor do ministro José Dirceu, em um suposto esquema relacionado a pagamento de propina e favorecimento em licitações.
O caso teve enorme repercussão política e colocou o nome de Cachoeira no centro das atenções da imprensa brasileira. Internacionalmente, ele chegou a ser apelidado de “Charlie Waterfall” por veículos estrangeiros.
Anos depois, em 2012, o empresário voltou aos holofotes durante a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro em Goiás.
As investigações da época apontaram relações de Cachoeira com políticos influentes, empresários e agentes públicos. Entre os nomes citados nas apurações estavam o ex-senador Demóstenes Torres, o ex-governador Marconi Perillo e outros parlamentares.
Histórico de prisões e operações
Ao longo dos últimos anos, Carlinhos Cachoeira foi alvo de diversas operações policiais e prisões.
Em fevereiro de 2012, ele foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, acusado de comandar um esquema de jogos ilegais que teria atuado por mais de 17 anos.
Já em 2013, o empresário voltou a ser detido após ser flagrado dirigindo sob efeito de álcool. Na ocasião, ele foi liberado após pagamento de fiança.
Em 2016, Cachoeira foi novamente preso durante a Operação Saqueador, que investigava um suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos envolvendo grandes empreiteiras. Segundo as investigações da época, o esquema teria movimentado centenas de milhões de reais.
Prisão em Congonhas repercute em Goiás
A nova prisão do empresário reacendeu discussões sobre os antigos escândalos políticos envolvendo o nome de Cachoeira e voltou a movimentar os bastidores políticos em Goiás.
Até o momento, a defesa de Carlinhos Cachoeira não divulgou posicionamento oficial sobre a prisão realizada pela Polícia Federal em São Paulo.
As autoridades também não informaram se o empresário será transferido para Goiás ou permanecerá em São Paulo durante os próximos procedimentos judiciais.







