Cão Jhonny recebe alta após quase um mês de tratamento por queimaduras em Goiânia 

Cão Jhonny recebe alta após queimaduras e vai para tutora em Goiânia
Cão Jhonny recebe alta após queimaduras e vai para tutora em Goiânia

Cão Jhonny recebe alta após quase um mês de tratamento por queimaduras em Goiânia 

Animal teve quase 50% do corpo queimado após ser atacado com líquido quente enquanto dormia em calçada no Setor Castelo Branco; suspeita foi indiciada e caso segue rumo ao Ministério Público


O cão comunitário Jhonny, que se tornou símbolo de resistência e comoção em Goiânia após ser atacado com líquido quente enquanto dormia em uma calçada, recebeu alta da clínica veterinária onde estava sendo tratado. O anúncio foi feito pela NeoPets neste sábado (4) e chega quase um mês após o crime de maus-tratos, registrado em 5 de março no Setor Castelo Branco.

O animal teve quase 50% do corpo queimado e desenvolveu uma infecção generalizada em decorrência das lesões. Novos exames, no entanto, indicaram melhora no quadro de anemia e confirmaram que Jhonny está em condições de continuar o tratamento em ambiente doméstico.

Nova vida com tutora legal

Jhonny irá para a casa de Estefânia, tutora legal que o resgatou nas ruas logo após o ataque, quando relatou que o encontrou “em carne viva”. Desde o início do caso, ela tem utilizado as redes sociais para atualizar os seguidores sobre o estado de saúde do cão e para cobrar providências da Justiça. Segundo ela, o animal agora está “longe dos perigos”.

Suspeita confessou e foi indiciada

Cacilda Ferreira de Almeida, apontada como responsável pelo ataque, confessou o crime pouco após a repercussão do caso e declarou estar arrependida. Seu advogado alegou que, pela idade, ela “não tem um conhecimento técnico e formal sobre realmente o que fez.”

O Grupo de Proteção Animal (GPA) concluiu o inquérito em 25 de março, levando em consideração, entre outras provas, imagens de câmeras de segurança que registraram o momento em que Cacilda sai de casa com uma vasilha e joga o líquido quente sobre o animal adormecido. Cerca de uma semana após a declaração, ela foi indiciada por maus-tratos qualificados, crime cuja pena pode chegar a dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

O próximo passo é o encaminhamento do inquérito ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que decidirá se oferece ou não a denúncia formal contra a suspeita.

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