Primeira-dama e adolescente grávida se envolvem em briga dentro de hospital em Santa Rosa de Goiás
Uma confusão registrada dentro do Hospital Municipal de Santa Rosa de Goiás terminou em agressões físicas envolvendo a primeira-dama e secretária de Saúde do município, Maria Augusta Alves de Brito, e uma adolescente de 17 anos grávida de dois meses. O caso aconteceu entre a noite de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) e agora é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o registro policial, a ocorrência foi classificada inicialmente como injúria e vias de fato. A situação teria começado durante um atendimento médico, quando a jovem procurou a unidade com queixas de sangramento intenso e solicitou transferência para Goiânia.
versões divergentes sobre início da confusão
Segundo relato da adolescente, a discussão teve início após desentendimento com a primeira-dama, que teria proferido ofensas verbais. A situação evoluiu para agressões físicas, com empurrões, socos e tapas dentro da unidade de saúde.
Já a versão apresentada por funcionários do hospital e pela equipe da Secretaria de Saúde é diferente. De acordo com eles, a jovem já havia sido atendida anteriormente no mesmo dia após uma queda, quando relatou suspeita de perda do bebê.
No segundo atendimento, ainda conforme a equipe, a adolescente estaria sem documentos e teria reagido de forma agressiva após ser informada de que não havia necessidade de transferência, iniciando o confronto físico.
tensão continuou fora da unidade
Após o episódio, a adolescente afirmou que foi impedida de deixar o hospital e que teria sido alertada sobre possíveis agressões por parte de pessoas que estavam no local. Ela conseguiu se afastar e buscar ajuda nas proximidades.
A mãe da jovem também relatou ter sido agredida posteriormente pelo sobrinho do prefeito da cidade, que teria ido até sua residência para confrontá-la. Imagens de câmeras de segurança mostram o homem discutindo e fazendo ameaças, embora não registrem agressões físicas nesse momento.
investigação em andamento
A Polícia Civil apura o caso para esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar responsabilidades e verificar possíveis crimes, incluindo agressão e eventual omissão de socorro.
Até o momento, os envolvidos não se manifestaram oficialmente. A Prefeitura de Santa Rosa de Goiás também foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.







