Alunas de Enfermagem denunciam assédio e cobram resposta da UFG em Goiânia
Estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás denunciaram episódios recorrentes de assédio sexual e moral atribuídos a um professor da instituição, em Goiânia. As alunas também apontam omissão da universidade diante das denúncias, que, segundo elas, se acumulam há anos sem medidas efetivas.
De acordo com relatos, o docente já foi alvo de diferentes processos administrativos, mas segue atuando normalmente, sem afastamento.
Relatos indicam comportamento recorrente
Uma das estudantes ouvidas afirma ter sido convocada a depor em mais um procedimento interno que investiga o caso. Ela relata que o professor utiliza conteúdos das aulas, especialmente temas ligados a infecções sexualmente transmissíveis, para fazer insinuações de cunho sexual.
Segundo a denúncia, o comportamento não seria isolado. Outras alunas também relatam situações semelhantes, incluindo falas consideradas inadequadas e constrangedoras em ambientes acadêmicos.
Episódios teriam ocorrido dentro e fora da sala de aula
Os relatos indicam que as abordagens não se restringem ao ambiente de ensino. Um dos episódios citados teria ocorrido durante um evento acadêmico, quando o professor teria feito comentários impróprios a estudantes que participavam de uma atividade educativa.
Há ainda denúncias de declarações polêmicas, como afirmações que responsabilizariam mulheres por situações de assédio, o que gerou reação entre alunas na época.
Universidade ainda não se posicionou
Até o momento, a Universidade Federal de Goiás não se manifestou oficialmente sobre o caso. As estudantes cobram maior transparência e ações concretas por parte da instituição, incluindo a apuração rigorosa das denúncias e eventual responsabilização.
O caso reforça o debate sobre a necessidade de mecanismos mais eficazes de combate ao assédio em ambientes acadêmicos e de proteção às vítimas.






