Fundador do sistema Sagres é preso em investigação sobre esquema milionário

Fundador da Sagres é preso por esquema de R$ 34 mi
Fundador da Sagres é preso por esquema de R$ 34 mi

Fundador do sistema Sagres é preso em investigação sobre esquema milionário

O empresário goiano Adair Meira, de 63 anos, foi preso temporariamente durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 34 milhões. Ao todo, seis pessoas foram detidas na ação.


Investigação aponta movimentação de milhões

Segundo as apurações, Adair é suspeito de movimentar cerca de R$ 34 milhões por meio de entidades e empresas ligadas a ele, incluindo a Fundação Pró-Cerrado.

A organização atua na área ambiental e também na formação de jovens, com endereços em Goiânia e Aparecida de Goiânia.


Esquema envolvia fintech e saques em dinheiro

De acordo com a investigação, o esquema utilizava uma fintech chamada 4T-Bank, criada por João Gabriel de Melo Ymawaki, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital.

O funcionamento consistia na transferência de valores para contas da fintech. Em seguida, o dinheiro era sacado em espécie e devolvido ao empresário, com cobrança de uma taxa de 5%. O operador financeiro teria lucrado cerca de R$ 1,7 milhão.


Movimentações financeiras chamaram atenção

As autoridades identificaram intensa movimentação bancária, com mais de R$ 29 milhões circulando em apenas uma conta no período de cinco meses.

Parte dos valores teria sido entregue em hotéis na cidade de São Paulo, além de suspeitas de transporte de dinheiro em aeronaves com destino a Brasília e Palmas.


Possível ligação indireta com facção é investigada

Apesar da citação ao PCC nas investigações, a polícia afirma que não há comprovação, até o momento, de ligação direta entre Adair Meira e a organização criminosa.

No entanto, conversas entre os investigados foram identificadas, o que contribuiu para o avanço da apuração.


Defesa nega irregularidades

A defesa do empresário afirma que ele não possui atualmente vínculo com as entidades citadas e nega qualquer relação com organizações criminosas ou agentes públicos.

A prisão é temporária, com prazo de 30 dias, enquanto as investigações seguem em andamento.

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