Mala de dinheiro na BR-414: Polícia Civil esclarece destino de R$ 67 mil e aponta responsáveis por acidente

Mala de dinheiro na BR-414: PC esclarece destino de R$ 67 mil
Mala de dinheiro na BR-414: PC esclarece destino de R$ 67 mil

A Polícia Civil de Goiás concluiu a investigação sobre o acidente ocorrido na BR-414, em Cocalzinho de Goiás, que matou o empresário Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, e as duas filhas dele, de 4 e 8 anos. O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma suposta mala com R$ 1 milhão que estaria dentro da caminhonete da vítima.

Após as diligências, a Polícia Civil esclareceu que R$ 67 mil foram efetivamente encontrados no veículo. O dinheiro será depositado em juízo e ficará disponível aos herdeiros de Wilker após a conclusão do processo de inventário.

A investigação também concluiu que a informação de que havia R$ 1 milhão na caminhonete não era verdadeira. O irmão da vítima, Robeilton Junior, que inicialmente afirmou ser dono da quantia, admitiu aos investigadores que inventou a história.

Irmão admitiu ter inventado história sobre R$ 1 milhão

Após o acidente, Robeilton afirmou que havia aproximadamente R$ 1 milhão dentro da Ford Ranger, sendo cerca de R$ 870 mil em dinheiro. Segundo a primeira versão apresentada, a quantia seria resultado de pagamentos feitos por clientes de bazares de venda de calças jeans ao longo de dois anos.

A declaração provocou uma investigação específica da Polícia Civil, já que nenhum valor próximo de R$ 1 milhão foi encontrado no veículo após a colisão.

Os investigadores realizaram diligências, ouviram pessoas que estiveram no local do acidente e analisaram as condições do veículo para verificar se seria possível transportar a quantidade de dinheiro mencionada.

Durante o avanço da apuração, Robeilton voltou atrás e reconheceu que havia mentido. Ele afirmou que ouviu comentários sobre a existência de uma grande quantidade de dinheiro no carro e, diante do choque causado pela morte do irmão, decidiu apresentar a versão de que o valor seria de R$ 1 milhão.

O homem deverá ser indiciado por falso testemunho.

R$ 67 mil encontrados na caminhonete

Apesar de a quantia de R$ 1 milhão não ter sido localizada, os policiais encontraram R$ 67 mil dentro da caminhonete.

Inicialmente, Robeilton também tentou atribuir a si a propriedade desse dinheiro. Após ser confrontado com as informações obtidas durante a investigação, porém, reconheceu que a quantia pertencia ao irmão morto.

Segundo a Polícia Civil, o valor será depositado em juízo. O dinheiro permanecerá sob responsabilidade da Justiça até que o processo de inventário seja concluído.

Depois disso, a quantia poderá ficar disponível aos herdeiros da vítima.

Investigação aponta irregularidades no caminhão

Além de esclarecer a origem e o destino do dinheiro, a Polícia Civil também concluiu a investigação sobre as circunstâncias do acidente na BR-414.

De acordo com o delegado Carlos Alfama, responsável pelo caso, o caminhão envolvido na colisão tinha nove eixos e, pelas características do veículo e pelas regras de circulação aplicáveis, não poderia trafegar durante o período noturno.

A investigação também apontou que o motorista teria realizado uma ultrapassagem em local proibido.

Com base nas conclusões da apuração, o motorista e o proprietário do caminhão deverão ser indiciados por três homicídios culposos, relacionados às mortes do empresário e das duas crianças.

Acidente matou empresário e duas filhas

O acidente aconteceu na última sexta-feira (21), na BR-414, em Cocalzinho de Goiás. Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, estava na caminhonete com as duas filhas, de 4 e 8 anos.

As três vítimas morreram em decorrência da colisão.

A tragédia ganhou novos desdobramentos nos dias seguintes após a divulgação da suposta existência de R$ 1 milhão no veículo. A informação provocou questionamentos entre familiares e mobilizou a Polícia Civil para verificar o que realmente havia sido transportado pela vítima.

Com a conclusão das diligências, a investigação estabeleceu que R$ 67 mil foram encontrados no veículo, enquanto a versão sobre R$ 1 milhão foi admitida como falsa pelo irmão da vítima.

A Polícia Civil agora deve encaminhar os resultados da investigação às autoridades competentes para o prosseguimento das medidas relacionadas aos indiciamentos.

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