Lutador que agrediu adolescente em Goiânia se entrega à polícia após cortar tornozeleira eletrônica
O lutador Rafael Gomes Pereira, investigado por agredir um adolescente durante uma partida de futebol em Goiânia, se entregou à Polícia Civil na noite desta quinta-feira (4), em Trindade, após romper a tornozeleira eletrônica e permanecer várias horas foragido.
A apresentação às autoridades ocorreu após negociação conduzida por sua defesa, pouco depois de a Justiça decretar sua prisão preventiva. O mandado foi expedido pelo juiz Giuliano Morais Alberici, da 2ª Vara Criminal especializada em crimes contra vítimas hipervulneráveis.
Segundo informações divulgadas, Rafael descumpriu medidas cautelares impostas durante audiência de custódia realizada após sua prisão. Entre as determinações estava a obrigação de manter distância mínima de 300 metros da vítima e de seus familiares.
De acordo com a investigação, o lutador teria sido visto monitorando a família do adolescente, comportamento que motivou o pedido de prisão preventiva apresentado pela Polícia Civil e apoiado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).
Tornozeleira foi rompida após decisão judicial
Ainda conforme a apuração, Rafael foi informado por seus advogados sobre a existência do mandado de prisão e, logo em seguida, rompeu a tornozeleira eletrônica. Após o desligamento do equipamento, seu paradeiro permaneceu desconhecido durante toda a tarde.
Horas depois, ele foi convencido pela defesa a se apresentar espontaneamente em uma delegacia de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.
Os advogados afirmaram que o cliente está colaborando com a Justiça e devem solicitar sua liberdade nos próximos dias.
Justiça aponta risco à ordem pública
Na decisão que determinou a prisão preventiva, o magistrado destacou que o descumprimento reiterado das medidas cautelares demonstra risco à ordem pública e à instrução criminal.
Rafael responde por lesão corporal, prevista no artigo 129 do Código Penal, além de investigação por corrupção de menores, conforme o artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo o juiz, a gravidade das acusações e o descumprimento das determinações judiciais justificam a manutenção da prisão cautelar.
Caso ganhou repercussão nacional
O episódio ocorreu no fim de maio, em Goiânia, e ganhou grande repercussão após vídeos mostrarem o momento em que Rafael aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” em um adolescente de 17 anos durante uma confusão envolvendo uma partida de futebol.
As imagens circularam amplamente nas redes sociais e levaram à abertura de investigação pela Polícia Civil.
Agora, após a prisão em Trindade, Rafael deverá permanecer à disposição da Justiça enquanto o caso segue em andamento.






