Mabel endurece discurso e afirma que Prefeitura não negocia com grevistas da Educação em Goiânia

Mabel afirma que Prefeitura não vai negociar com grevistas da Educação em Goiânia
Mabel afirma que Prefeitura não vai negociar com grevistas da Educação em Goiânia

Mabel endurece discurso e afirma que Prefeitura não negocia com grevistas da Educação em Goiânia

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (14) que a Prefeitura não irá negociar com os profissionais da Educação enquanto a greve da categoria continuar. A declaração foi dada durante entrevista ao jornalista Diogo Luz, do Mais Goiás, em meio à paralisação iniciada no último dia 12 de maio pelos trabalhadores da rede municipal.

Segundo Mabel, a gestão só pretende retomar o diálogo após o encerramento do movimento grevista. O prefeito ainda classificou a paralisação como uma ação de motivação política e criticou a condução do sindicato da categoria.

Prefeito critica greve e cita motivação política

Durante a entrevista, Sandro Mabel afirmou que não costuma negociar durante movimentos paredistas e direcionou críticas à presidente do Sintego e vereadora Ludmylla Morais.

“Nós não fazemos acordo com gente em greve. Não negociamos durante a greve, não negociamos com grevista. Quando voltarem para trabalhar a gente senta”, declarou o prefeito.

Mabel também afirmou que a administração municipal já tinha informado à categoria sobre investimentos planejados para a Educação e disse acreditar que a greve possui motivações políticas.

Categoria cobra reajustes e plano de carreira

A greve dos profissionais da Educação foi aprovada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego). Entre as principais reivindicações estão:

  • reajuste do piso salarial dos professores;
  • pagamento das progressões;
  • aplicação da data-base;
  • plano de carreira dos servidores administrativos;
  • cumprimento das leis do descongela e do enquadramento.

A Prefeitura chegou a pedir a suspensão total da greve, mas o Tribunal de Justiça de Goiás determinou apenas que ao menos 70% dos servidores administrativos permaneçam trabalhando durante a paralisação.

Prefeitura destaca investimentos na Educação

A gestão municipal afirma que herdou um cenário crítico na rede de ensino, incluindo déficit de vagas em creches, falta de servidores e unidades sem reformas há décadas.

Segundo a Prefeitura, mais de R$ 1,7 bilhão foram destinados à folha de pagamento da Educação em 2025, além de investimentos em infraestrutura escolar, compra de lousas eletrônicas e repasses diretos às unidades de ensino.

Mabel também reconheceu dificuldades relacionadas aos servidores administrativos, mas afirmou que o município enfrenta limitações por conta do impacto da folha salarial nas contas públicas.

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