Juíza denuncia pet shop em Goiânia após morte de cadela atropelada
Uma ida ao pet shop para um banho de rotina terminou em tragédia para a juíza de Direito Diéssica Thaís Silva. Ela denuncia o estabelecimento Pet Estética Denys Rêgo, no setor Nova Suíça, em Goiânia, por negligência após a morte de sua cadela, Catarina. O animal teria escapado do local e morrido atropelado na rua enquanto estava sob a guarda da empresa.
O Relato do Incidente
No dia 16 de fevereiro, por volta das 9h, a juíza entregou Catarina para banho e hidratação. Às 11h, recebeu uma mensagem vaga pedindo que comparecesse ao local. Após insistência por telefone, foi informada de que havia ocorrido uma “fatalidade”.
“Como um animal sob guarda do estabelecimento sai para a rua? Como estava sem contenção adequada? Havia portas abertas?”, questiona a magistrada, que busca responsabilização para evitar que outras famílias sofram a mesma perda.
Investigação e Esfera Jurídica
O caso foi registrado na Delegacia de Meio Ambiente (Dema). A delegada Simelli Lemes, titular do Grupo de Proteção Animal (GPA), analisou as imagens do circuito interno. Segundo a autoridade policial:
Esfera Criminal: Como não houve intenção (dolo) de libertar o animal ou maltratá-lo, o crime de maus-tratos — que não possui modalidade culposa no Código Penal — não se aplica, encerrando a investigação criminal.
Esfera Cível: A delegada reforça que a responsabilidade do estabelecimento é evidente no âmbito cível (indenizatório). Nesses casos, a reparação financeira por danos morais e materiais costuma ser mais severa do que as penas criminais aplicadas a esse tipo de ocorrência.
Até o momento, o Pet Estética Denys Rêgo não se manifestou oficialmente sobre as falhas de segurança que permitiram a fuga do animal.







