Justiça suspende demissão em massa de médicos em Goiânia

Justiça barra rescisão de contratos de médicos em Goiânia
Justiça barra rescisão de contratos de médicos em Goiânia

Justiça suspende demissão em massa de médicos em Goiânia

Em uma decisão liminar proferida nesta segunda-feira (23), o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) barrou a rescisão antecipada dos contratos de médicos credenciados que atuam na rede municipal de saúde de Goiânia. A medida atende a um pedido do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) e interrompe o plano da prefeitura de encerrar vínculos vigentes para impor um novo modelo de contratação.

O que diz a decisão judicial

A liminar suspende os efeitos dos distratos enviados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e proíbe a prefeitura de exigir que os profissionais façam um novo credenciamento sob as regras do edital mais recente. Segundo o entendimento jurídico, a rescisão unilateral e antecipada, sem justificativa técnica sólida, fere a segurança jurídica e coloca em risco a continuidade dos serviços essenciais à população.

Entenda o Impasse

A crise entre o Paço Municipal e os médicos se arrasta desde o final de 2025. O ponto central do conflito é um novo edital de credenciamento que, segundo o Simego:

  • Reduz honorários: Profissionais alegam perdas salariais significativas.

  • Precariza vínculos: O novo modelo retiraria garantias de contratos que, em muitos casos, deveriam valer até o segundo semestre de 2026.

  • Gera instabilidade: A ameaça de demissão em massa levou a paralisações pontuais em unidades como a UPA Jardim América em janeiro.

Próximos Passos

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Procuradoria-Geral do Município, já manifestou que irá recorrer da decisão, sustentando que o novo credenciamento busca a modernização da gestão e a adequação orçamentária. Enquanto o recurso não é julgado, os médicos devem ser mantidos em seus postos com as condições contratuais originais preservadas.

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