Cuba decreta medidas de emergência e paralisa atividades diante de crise energética
O governo de Cuba anunciou a implementação de medidas de emergência e a paralisação de atividades não essenciais em todo o país devido ao agravamento da crise energética. A decisão ocorre em um cenário de déficit crítico na geração de eletricidade, provocado pela falta de combustível e por falhas técnicas nas principais usinas termelétricas da ilha.
Restrições e paralisação de serviços
As medidas decretadas pelo Ministério de Energia e Minas incluem a suspensão das aulas em todos os níveis de ensino e a interrupção de serviços administrativos não vitais. O objetivo é reduzir o consumo de carga elétrica para garantir o fornecimento mínimo a setores prioritários, como hospitais e unidades de processamento de alimentos.
O governo também orientou o setor privado e estatal a restringir o uso de aparelhos de alto consumo durante os horários de pico. De acordo com os comunicados oficiais, a ilha enfrenta uma escassez severa de divisas para a compra de combustíveis no mercado internacional, somada ao estado de obsolescência das infraestruturas energéticas, muitas com mais de 40 anos de operação.
Contexto da crise e bloqueio
As autoridades cubanas atribuem a situação ao endurecimento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, que dificultam a importação de petróleo e peças de reposição. Por outro lado, analistas apontam falhas na gestão interna e a dependência excessiva de suprimentos vindos de parceiros estratégicos que também reduziram o envio de insumos recentemente.
O país tem registrado apagões prolongados que ultrapassam 12 horas diárias em diversas províncias, impactando diretamente a economia local e a qualidade de vida da população. Não há um prazo definido para a normalização do sistema, condicionada à chegada de novos carregamentos de combustível e à recuperação de unidades geradoras fora de serviço.







