Crise na Saúde: Médicos Concursados se unem a Credenciados em Mobilização contra a Prefeitura de Goiânia

Simego amplia mobilização e atrai médicos concursados em Goiânia
Simego amplia mobilização e atrai médicos concursados em Goiânia

Crise na Saúde: Médicos Concursados se unem a Credenciados em Mobilização contra a Prefeitura de Goiânia

O Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego) convocou uma assembleia geral para esta sexta-feira (23), ao meio-dia, com o objetivo de ampliar a mobilização contra o novo edital de credenciamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A novidade no movimento é a adesão dos médicos concursados, que temem que a redução salarial e as restrições impostas aos credenciados acabem atingindo toda a categoria gradualmente.

Impasse no Ministério Público

Em reunião mediada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na quinta-feira (22), o Simego e a Prefeitura não chegaram a um consenso total. Embora tenha havido avanços na exclusão de cláusulas que imputavam aos médicos responsabilidades administrativas exclusivas da gestão, o ponto central do conflito permanece: a redução de 35% no valor dos salários praticados hoje para os profissionais credenciados. Uma nova rodada de negociações está agendada para segunda-feira (26).

Precarização e Críticas ao Modelo de Gestão

O diretor jurídico do Simego, Robson Azevedo, alertou em entrevista que a Prefeitura de Goiânia está utilizando o “chamamento emergencial” para cobrir demandas estruturais que deveriam ser supridas por concurso público. Atualmente, cerca de 80% do corpo médico do município é composto por credenciados. Segundo o sindicato, o novo contrato impõe obrigações de regime CLT, como uso de uniforme e cumprimento rigoroso de escala, mas nega direitos básicos como:

  • Férias remuneradas: A proposta da prefeitura prevê apenas “acordos de afastamento” sem pagamento.

  • Licença médica: O profissional não tem direito a atestado; se adoecer, deixa de receber pelo período.

  • Estabilidade: A gestão reserva-se o direito de encerrar o contrato unilateralmente ou transferir o médico de unidade a qualquer momento.

Posicionamento da Prefeitura

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o MPGO atua apenas como mediador e que não houve recomendação formal para a reavaliação do edital até o momento. A pasta mantém a posição de que os termos do chamamento visam a regularização das contratações. Enquanto isso, o Simego reforça que a queda salarial pode afastar profissionais qualificados e comprometer a qualidade do atendimento à população.

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