Turistas brasileiros criticam aumento de 45% nos ingressos do Louvre em Paris

Louvre fica 45% mais caro para brasileiros: novo preço é de 32 euros
Louvre fica 45% mais caro para brasileiros: novo preço é de 32 euros

Turistas brasileiros criticam aumento de 45% nos ingressos do Louvre em Paris

O Museu do Louvre, em Paris, implementou uma nova política tarifária que gerou polêmica entre viajantes internacionais. Desde a última quarta-feira (14), turistas de fora do Espaço Econômico Europeu (EEE) passaram a pagar 32 euros (aproximadamente R$ 200) pela entrada, o que representa um aumento de 45% em relação ao valor anterior. A medida estabelece uma diferenciação de preços: enquanto visitantes europeus pagam 22 euros, turistas de países como o Brasil desembolsam 10 euros a mais para acessar o museu mais visitado do mundo.

A brasileira Marcia Branco, em entrevista à agência AFP, classificou a medida como injusta, argumentando que a lógica deveria ser inversa. “Venho de um país menos rico, então acho injusto pagar muito mais em um país rico”, pontuou. Outros turistas sul-americanos também reforçaram que a alta no ingresso se soma aos custos já elevados de passagens, hospedagem e câmbio desfavorável.

Modernização e Outras Taxas

O governo francês defende a mudança alegando que a arrecadação extra — estimada entre 20 e 30 milhões de euros anuais — será integralmente revertida para o projeto de modernização do museu. Com um fluxo de nove milhões de visitantes no último ano, o Louvre necessita de reformas estruturais em suas instalações para suportar a demanda crescente.

Além do Louvre, outros pontos icônicos da capital francesa, como a Sainte-Chapelle e a Conciergerie, seguiram o mesmo caminho e adotaram tarifas diferenciadas baseadas na origem do visitante nesta semana. Embora a prática de preços distintos para estrangeiros seja comum em países em desenvolvimento (como a Índia), a adoção desse modelo por uma potência econômica europeia é vista como rara e controversa.

Reações Internas

A nova tabela de preços não desagradou apenas aos turistas. Sindicatos de funcionários do Louvre manifestaram-se contra a medida, classificando-a como “ofensiva do ponto de vista filosófico e humano”. O tema tem sido um dos combustíveis para protestos e greves dos trabalhadores, que buscam melhores condições de trabalho e questionam a exclusividade da destinação dos novos recursos apenas para obras físicas.

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