Caso Valério Luiz: Prisão de ‘Açougueiro’ em Portugal deixa apenas um condenado foragido
O longo processo por justiça no assassinato do radialista Valério Luiz ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (14), com a confirmação da prisão de Marcus Vinícius Pereira Xavier em Portugal. Conhecido pelo apelido de “Açougueiro”, Marcus estava foragido há pouco mais de um ano e figurava na lista de procurados da Interpol desde novembro de 2024. Condenado a 14 anos de reclusão por participar do planejamento e execução do crime ocorrido em 2012, ele foi localizado pelas autoridades portuguesas na cidade de Caldas da Rainha.
Com a detenção de Marcus Vinícius, as autoridades brasileiras agora concentram esforços na localização de Urbano de Carvalho Malta, o único integrante do grupo condenado que permanece foragido. Urbano recebeu uma sentença de 14 anos de prisão e, assim como o “Açougueiro”, é apontado como um dos articuladores da trama que culminou na morte do comunicador. O mandado de prisão contra ele está em aberto desde junho de 2024, quando o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou o início imediato do cumprimento das penas.
Situação dos demais condenados
Atualmente, os principais envolvidos no crime já cumprem suas respectivas penas no sistema prisional. Maurício Borges Sampaio, ex-presidente do Atlético Goianiense e apontado como o mandante do assassinato, cumpre sentença de 16 anos na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia, após se entregar em junho do ano passado.
Já o ex-policial militar Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, identificado como o autor dos disparos que tiraram a vida de Valério Luiz, está detido em uma unidade prisional militar, também cumprindo uma pena de 16 anos. A execução do radialista aconteceu em plena luz do dia, na porta da rádio onde ele trabalhava, motivada por críticas feitas pelo comentarista à diretoria do clube de futebol na época.
O clamor por justiça e a extradição
Para Valério Luiz Filho, advogado e filho da vítima, a prisão realizada em Portugal representa um alívio após mais de uma década de batalhas judiciais, adiamentos de júri e recursos protelatórios. Em entrevista, ele confirmou que irá protocolar formalmente o pedido de extradição de Marcus Vinícius para que o condenado cumpra sua pena em solo brasileiro.
“É uma sensação de dever cumprido, um certo consolo após o trauma de perder um pai de forma tão brutal”, declarou Valério Filho. Ele ressaltou que a morosidade do caso, que levou 12 anos para chegar a uma resolução definitiva, evidenciou a sensação de impunidade que os criminosos acreditavam possuir devido ao seu status social e financeiro na capital goiana.







