Gestão Mabel: Prefeito recua em críticas à CMTC e sinaliza trégua para viabilizar subsídio
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, adotou uma mudança estratégica de postura em relação à Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC). Após um período de críticas severas e questionamentos sobre a eficiência do órgão regulador, o chefe do Executivo municipal estabeleceu uma “trégua” política, visando estabilizar a governança do transporte público na Região Metropolitana.
A alteração no tom discursivo ocorre em um momento crucial: a necessidade de garantir a fluidez dos repasses financeiros para o sistema de transporte. Recentemente, atrasos no pagamento da chamada “tarifa técnica” geraram paralisações de motoristas e instabilidade no atendimento à população. Ao arrefecer o embate com a CMTC, Mabel busca um ambiente de maior previsibilidade para as negociações que envolvem o governo estadual e as demais prefeituras da região.
Foco na Solução do Déficit
O recuo estratégico sugere que o Paço Municipal prioriza, agora, a engenharia financeira em detrimento do confronto administrativo. A CMTC é peça-chave na gestão do subsídio que mantém a tarifa para o usuário final em R$ 4,30. Qualquer ruptura com o órgão poderia inviabilizar o fluxo de recursos e aprofundar a crise com as concessionárias, como a Rápido Araguaia, que recentemente enfrentou protestos por atrasos salariais.






