Fila de espera até 2026: Meta adia lançamento global do Ray-Ban Display após sucesso estrondoso nos EUA
A gigante da tecnologia Meta anunciou a suspensão temporária do cronograma de lançamento internacional de seus novos óculos inteligentes, o Ray-Ban Meta Display. Previsto para chegar ao Reino Unido, França, Itália e Canadá no início deste ano, o dispositivo de realidade aumentada teve sua expansão congelada para que a empresa priorize o mercado dos Estados Unidos, onde a demanda superou todas as projeções, gerando listas de espera que já se estendem até o próximo ano.
O dispositivo, desenvolvido em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban), permite capturar fotos, vídeos, realizar transmissões ao vivo e interagir com um assistente de inteligência artificial de forma integrada à armação. A Meta justificou a decisão citando o estoque “extremamente limitado” para o que considera um produto inédito em sua categoria.
Inovações e Inteligência Artificial no Olhar
Durante a Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, a empresa de Mark Zuckerberg não apenas confirmou o sucesso de vendas, mas também revelou novos recursos para o ecossistema de vestíveis. Entre as novidades estão a função de teleprompter — que permite ler textos projetados nas lentes — e a expansão da navegação para pedestres em realidade aumentada para novas cidades americanas. O controle dessas funções será otimizado pela Meta Neural Band, uma pulseira que interpreta sinais nervosos do pulso para comandos sem toque.
O adiamento revela um “problema positivo” para a Meta: a validação de que o público está finalmente pronto para adotar o hardware de IA no dia a dia. Enquanto os óculos de realidade virtual (VR) ainda enfrentam barreiras de uso prolongado, os smart glasses da Ray-Ban encontraram o equilíbrio entre moda e utilidade. Para o mercado brasileiro e global, o recado é claro: a tecnologia de ponta está retida nos EUA até que a capacidade produtiva da EssilorLuxottica consiga escalar para atender à febre global pelos óculos que prometem substituir, gradualmente, as interações com as telas dos celulares.







