Crise na França: Enfrenta Suspensão Iminente da Plataforma Após Abrir 1ª Loja Física em Paris
A França iniciou, nesta quarta-feira (5), o processo formal para suspender a plataforma de e-commerce Shein no país, uma decisão que chega poucas horas após a gigante asiática de fast-fashion inaugurar sua primeira loja física permanente no mundo, em Paris. O governo francês deu um ultimato à empresa para remover produtos “proibidos” sob pena de ter seu site bloqueado.
O Motivo Central: Bonecas Sexuais com Aparência Infantil
A principal causa da pressão governamental e das investigações judiciais é a venda na plataforma de bonecas sexuais com aparência infantil, uma prática que viola as leis francesas e já levou o Ministério Público de Paris a abrir investigações não apenas contra a Shein, mas também contra concorrentes como AliExpress, Temu e Wish.
As autoridades francesas emitiram um comunicado anunciando o procedimento de suspensão e estabeleceram um prazo de 48 horas para a Shein:
O Ministério da Economia francês exige que a empresa retire os produtos “proibidos”. Caso contrário, o governo poderá ordenar uma “requisição digital” para “exigir a suspensão do site na internet”.
A Shein, que já acumulou três multas na França neste ano totalizando 191 milhões de euros (R$ 1,17 bilhão) por questões como cookies, promoções falsas e falta de declaração de microfibras plásticas, afirmou que está suspendendo temporariamente seu marketplace na França e que deseja cooperar com as autoridades.
Inauguração em Paris Atingida por Escândalo e Protestos
A abertura da primeira loja física da Shein, localizada nos históricos grandes magazines BHV, no centro de Paris, foi realizada sob forte esquema policial.
- Fila e Entusiasmo: Centenas de pessoas formaram longas filas para entrar no espaço de mais de 1.000 m², motivadas pela curiosidade e pelos preços acessíveis da marca.
- Decepção com Preços: Contudo, alguns consumidores relataram que os produtos na loja física estavam “mais caros do que online”.
- Protestos: Ativistas pelos direitos das crianças também marcaram presença nos arredores com cartazes como: “Protejam as crianças, não à Shein”.
O diretor da empresa que opera o BHV, Frédéric Merlin, admitiu ter considerado cancelar a parceria, mas defendeu a decisão, citando os “25 milhões de clientes” da Shein na França e denunciando uma “hipocrisia geral” em torno da gigante asiática. A Shein também é criticada pelas condições de trabalho em suas fábricas e pelo impacto ambiental de seu modelo de fast-fashion.







