
A Polícia Civil do Estado de Goiás realizou, na manhã de sexta-feira (8), a prisão preventiva de um vereador da Câmara Municipal de Cachoeira Alta. Esta ação é parte da segunda fase de uma investigação que apura a suposta prática de crimes relacionados à administração pública, incluindo peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e associação criminosa.
De acordo com informações da Delegacia de Polícia de Cachoeira Alta, o inquérito foi iniciado em janeiro deste ano e visa esclarecer o envolvimento do parlamentar em atividades ilícitas. A prisão foi decretada após um aprofundamento nas investigações, que indicou a necessidade de preservar a ordem pública e evitar interferências no processo investigativo.
Os crimes em questão teriam sido cometidos no exercício da função legislativa, envolvendo desvio de recursos públicos e outras práticas que comprometem a integridade da administração municipal. A Gerência de Comunicação da Polícia Civil enfatizou a importância de agir com transparência e rigor no combate à corrupção, reafirmando seu compromisso em esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Detalhes da Operação
Entre os detidos está o presidente da Câmara Municipal, Josuel de Freitas (PP), que, juntamente com quatro outros vereadores, um ex-diretor da Câmara e um suplente, é acusado de movimentar de forma fraudulenta mais de R$ 110 mil em um período de quatro meses. Essa quantia teria sido obtida por meio de pagamentos de diárias de viagens e cursos que, segundo as investigações, não ocorreram.
A prisão foi mantida pela Justiça após uma audiência de custódia no dia seguinte à detenção. A defesa de Josuel de Freitas, representada pelo advogado Pedro Miranda, classificou a prisão como desproporcional e alegou que as acusações são infundadas. O advogado argumentou que a defesa tem apresentado provas que demonstram a inocência do vereador.
Consequências e Repercussões
Além de Josuel, outros vereadores também estão sob investigação. O vice-presidente da Câmara, Shaylon Rodrigo Ribeiro (PP), e a primeira-secretária, Luziene Vieira (UB), foram citados na investigação, e o afastamento de seus cargos foi solicitado. A defesa deles foi notificada e um prazo foi estabelecido para justificar a necessidade de afastamento.
O assessor jurídico da Câmara de Cachoeira Alta, Felipe Cardoso, afirmou que toda a documentação relacionada às diárias de viagens e frequência em cursos foi entregue à Polícia Civil e ao Ministério Público. Ele ressaltou que os procedimentos internos para concessão de diárias seguem normas estabelecidas e que a Câmara aguarda um posicionamento das autoridades.
A situação em Cachoeira Alta levanta preocupações significativas sobre a integridade da administração pública local. Enquanto as investigações continuam, a população aguarda esclarecimentos e a responsabilização dos envolvidos. A luta contra a corrupção é um compromisso essencial para garantir a transparência e a confiança nas instituições públicas.
O post Vereador de Cachoeira Alta é Preso em Investigação por Corrupção e Peculato apareceu primeiro em Sucesso Notícias.






